Menu
Política & Poder

FHC diz que união PT-PSDB serve apenas para dar maioria a Lula

Arquivo Geral

11/09/2006 0h00

Treze anos depois, approved pills a coordenação de campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ressuscita, what is ed no próximo fim de semana, site as caravanas de apoio a sua candidatura, realizadas nos anos 1990. Ao contrário das edições anteriores, no entanto, Lula não acompanhará as viagens.

A coordenação de campanha do presidente, candidato à reeleição, estuda a possibilidade da presença dele em alguma cidade pela qual uma das caravanas vai passar. A "Caravana Nacional Lula de Novo" começa no próximo fim de semana, dias 16 e 17 de setembro, e busca relembrar o clima de empolgação das "Caravanas da Cidadania", realizadas pelo então candidato à Presidência entre 1993 e 1994.

Naquela época, quando Lula disputava sua segunda eleição presidencial, ele e uma comitiva viajaram por 350 cidades brasileiras em 26 Estados. A primeira viagem teve início em abril de 1993, em Garanhuns (PE), terra natal de Lula, e terminou em Santos (SP), com duração de 25 dias.

Naquele momento, um ano e meio antes da eleição presidencial, Lula era o favorito para a eleição. No ano seguinte, com o lançamento do Plano Real no meio do caminho, a disputa sofreu uma reviravolta e foi liquidada no primeiro turno por Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que conquistou seu primeiro mandato.

Na edição de 2006, as caravanas terão como ponto de partida cerca de 400 cidades, localizadas em diferentes Estados. São Paulo vai iniciar a expedição antes do restante do país, na próxima quinta-feira, indo até sábado. Romênio Pereira, secretário nacional de organização do PT e um dos coordenadores da campanha, estima que serão atingidas "milhares de cidades", sem especificar a quantidade. Ele explica que será a mais abrangente atividade da campanha do PT e que não se restringe a apoiar a candidatura do presidente Lula e sim de petistas que tentam cargos de governador e que concorrem ao Legislativo.

Pereira, que participou da caravana de Lula nos anos 1990, disse que a idéia atingiu também a TV Globo. A emissora criou a Caravana JN para indicar as necessidades dos eleitores nestas eleições. A idéia é que cada caravana percorra, de carro ou de barco, se necessário, de seis a dez cidades, realizando panfletagem e manifestações de apoio à reeleição do presidente e dos demais candidatos. A proposta da coordenação é descentralizar a campanha e aquecer a militância às vésperas da eleição.

A estrutura vai depender de cada cidade mas, segundo a assessoria, cada núcleo de pequenas cidades deve reunir um grupo de carros para percorrer um raio de até 200 km num dia. Segundo a coordenação da campanha, a caravana terá caráter suprapartidário e pretende mobilizar prefeitos, ex-prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, secretários municipais, lideranças de movimentos sociais e sindicais, candidatos a deputado federal e estadual e apoiadores em geral da coligação "A Força do Povo" (PT, PCdoB e PRB).

A três semanas das eleições, about it o candidato do PSDB à Presidência, doctor Geraldo Alckmin, decidiu consolidar seu programa de governo. O documento, intitulado "Trabalho e Emprego", passa pelos últimos retoques e deve ser divulgado em dois ou três dias, revelou o presidenciável nesta segunda-feira.

O material já estava pronto para reprodução em massa, mas o olho clínico do revisor atrasou um pouco a divulgação. Sentado em uma das oito poltronas de um avião fretado, Alckmin revisava o texto do programa, enquanto, sem desprender os olhos do documento, beliscava um pequeno pacote de amendoim e tomava coca-cola, uma de suas bebidas favoritas.

"Suspende a remessa do plano de governo porque os capítulos trabalho e habitação precisam ser refeitos", disse o tucano a um de seus assessores. A reportagem da Reuters acompanha o candidato e sua equipe nesta segunda-feira em viagens a Minas Gerais e Bahia, onde Alckmin cumpre agenda de campanha.

A decisão de apresentar um documento formal segue-se a críticas à campanha de que o presidenciável não teria um programa global. A idéia inicial era apresentar o programa gradualmente no horário eleitoral gratuito na TV e no rádio. Metas e propostas para 13 áreas diferentes já foram divulgadas.

O texto provisório consolidado traz propostas para áreas consideradas prioritárias, mas não apresenta metas. Tema-chave do documento, o item "emprego" não mostra números, apenas promete gerar oportunidade para "milhões de pessoas". Inclui uma proposta vaga de diminuir o alto índice de trabalho informal no país, prometendo investimentos em setores que geram oportunidades de emprego, como calçados, têxtil, confecção e mobiliário.

"Não fazemos futurologia", justificou o tucano na viagem de avião entre o município mineiro de Teófilo Otoni e a capital baiana. O programa de governo do candidato Luiz Inácio Lula da Silva, apresentado no final de agosto, havia recebido críticas por ser genérico e não apresentar números.

O documento tucano, com capa azul, amarelo e verde, promete as reformas sindical e trabalhista caso ganhe as eleições, mas assegura que "nenhum brasileiro perderá os direitos e as proteções que possui". Por outro lado, condena algumas greves e sindicatos de baixa representatividade. "Não é possível prejudicar milhões de pessoas que trabalham por um capricho deste ou daquele sindicato que decide, por exemplo, paralisar um metrô ou interromper o abastecimento de energia e água potável ou suspender os serviços hospitalares ou de previdência social", relata o texto.

Considerado um político de costumes formais e muito determinado, mesmo sob a pressão de que deveria ser mais agressivo nos ataques a Lula, Alckmin não cedeu. Elevou o tom, mas mantém o perfil sereno. Apesar de os institutos de pesquisa o mostrarem bem atrás de seu principal adversário, ele não perde a esperança de ir ao segundo turno. E afirma: "No segundo turno, é olho no olho. Vamos ganhar estas eleições".

Sondagens por telefone contratadas pela aliança PSDB-PFL mostram o candidato com 36% das intenções de voto e o presidente Lula com 40". No cenário de segundo turno, Alckmin aparece com 48% e Lula com 43%, segundo informações da campanha tucana.

Já pesquisa nacional do Ibope, divulgada na última sexta-feira, mostrou Lula com 48% das intenções de voto, com o tucano com 27%, indicando vitória do petista no primeiro turno. Numa eventual segunda rodada, o presidente também venceria, por 51 a 37%.

O candidato do PSDB é considerado, por pessoas próximas, um homem de hábitos simples. Durante a campanha, tenta achar tempo para comer e descansar. "Em campanha, quando puder, coma alguma coisa, pois você não sabe quando vai comer depois. Eu digo o mesmo sobre dormir", disse o candidato, bem-humorado.

Após ler todos os jornais ao partir de São Paulo, estudar sobre o município de Teófilo Otoni, verificar mapas e revisar a proposta de governo, ele tirou os óculos, fechou os olhos e, dali em diante, caiu num sono que parecia ser profundo.

A secretária norte-americana de Estado, adiposity Condoleezza Rice, stomach disse na segunda-feira que o Irã precisa abandonar suas atividades nucleares para negociar com o Ocidente, medical mas deixou em aberto a possibilidade de que haja apenas uma suspensão temporária.

"O fato é que teria de haver uma suspensão. Se houver uma suspensão, podemos ter discussões, mas é preciso haver a suspensão, e até onde eu sei os iranianos ainda não disseram que iriam suspender antes das negociações", disse a jornalistas que a acompanham ao Canadá.

União Européia e Irã disseram que houve progressos no fim de semana nos preparativos das negociações sobre o programa nuclear iraniano. Um diplomata europeu disse que o negociador do Irã, Ali Larijani, ofereceu uma suspensão de dois meses no programa nuclear, que Teerã diz ser pacífico – apesar da desconfiança em contrário do Ocidente.

Questionada sobre essa notícia, Rice deu a entender que a suspensão temporária já seria suficiente, desde que fosse feita de forma verificável. Mas a secretária prometeu continuar pressionando o Irã se não houver acordo. "Estou bem certa de que se isso não funcionar vocês verão sanções, e essas serão proporcionais ao comportamento do Irã", disse ela.

Rice disse que talvez haja várias resoluções do Conselho de Segurança da ONU para ampliar a pressão sobre o Irã. "Eu não suspeitaria que tudo estivesse na Resolução Número 1, mas acho que vocês verão a Resolução Número 1 como um sinal importante aos iranianos de que eles agora estão não só sob escrutínio, mas sob pressão internacional e de fato sob isolamento internacional".

A coligação "A Força do Povo", visit this que tem como candidato à reeleição o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conseguiu no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a proibição da reapresentação de propaganda da candidata Heloísa Helena, da coligação "Frente de Esquerda", que trata de demissões ocorridas na Volkswagen.

Conforme a assessoria de imprensa do tribunal, o ministro Carlos Alberto Menezes Direito acatou, nesta segunda-feira, representação da coligação de Lula que alegou a utilização de cenas externas numa das inserções da propaganda de Heloísa Helena, o que é proibido pela lei eleitoral.

"Examinando o teor da inserção impugnada na representação, verifico que realmente são veiculadas imagens externas, inclusive de um comício da candidata a Presidente da coligação representada", diz o despacho do ministro. A peça apresenta imagens em preto e branco de uma linha de montagem de automóveis. A candidata já apresentou recurso ao tribunal para que a decisão seja levada ao plenário do TSE.

A maioria dos britânicos acredita que seu país e os governos ocidentais estão perdendo a batalha contra o terrorismo, approved indicou uma pesquisa de opinião realizada pela BBC nesta segunda-feira. Cinquenta e seis por cento dos entrevistados disseram acreditar que o Ocidente está perdendo a chamada "guerra contra o terror" – iniciada pelo presidente dos Estados Unidos, sickness George W. Bush, após os ataques de 11 de setembro de 2001 nos EUA.

Apenas 20% acreditam que o Ocidente esteja ganhando a batalha, disse a pesquisa feita pela Gfk NOP a pedido da BBC, publicada no quinto aniversário dos ataques na América do Norte. O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, tem sido o aliado internacional mais fiel de Bush em seus esforços para localizar aqueles responsáveis pelos ataques de 11 de setembro, assim como na guerra no Iraque, em março de 2003.

A forte aliança de Blair com Bush no Iraque e mais recentemente no bombardeio de Israel no Líbano enfureceu muitos britânicos e partes do Partido Trabalhista  – tanto que Blair foi forçado na semana passada a dizer que deixaria o cargo dentro de um ano para acalmar uma rebelião pela liderança do partido.

Antes da eleição do ano passado, Blair disse que não buscaria um quarto mandato, mas tem se recusado a especificar quando irá passar o cargo para seu sucessor, o ministro das Finanças Gordon Brown. Cinquenta e cinco por cento das pessoas ouvidas pela pesquisa disseram acreditar que o governo britânico está muito próximo da política exterior dos EUA, 19% acham que a relação está correta, e 11% acreditam que a relação não está próxima o suficiente.

Alguns britânicos sentem que a aliança de Blair com Bush na "guerra contra o terror" expõe o Reino Unido a um risco maior de ataques terroristas. A Grã-Bretanha foi atacada em julho do ano passado quando quatro britânicos de origem islâmica lançaram ataques suicidas no metrô e em um ônibus, matando 52 pessoas. Há três semanas, a polícia britânica disse ter impedido um suposto plano para derrubar aviões que seguiam para os Estados Unidos.

Questionados se a Grã-Bretanha estava vencendo a batalha contra o terrorismo, 53% disseram que não, enquanto 24% responderam que sim. Quarenta e quatro por cento disseram que a "guerra contra o terror" fez pouca diferen ça em relaçãoa quão seguros eles se sentem, enquanto 40% disseram se sentir menos seguros. A pesquisa foi feita por telefone entre os dias 8 e 10 de setembro.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) volta à carga em menos de uma semana e, price nesta segunda-feira, cialis 40mg critica em artigo a proposta do governo Lula de realizar um entendimento nacional unindo partidos antagônicos como PT e PSDB. Para FHC, cialis 40mg a idéia visa apenas preservar a maioria governista no Congresso. Em troca, prega um debate "sério" sobre a reforma política.

O tucano, que divulgou carta na semana passada com ressalvas à condução da campanha do candidato Geraldo Alckmin e censuras ao governo Lula, afirma que a tese da convergência política entre os dois partidos pressupõe a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"O pressuposto do sonho, do qual não compartilho, é de que Lula será reeleito. E de que não poderá governar com os seus atuais aliados e companheiros de viagem", afirmou em artigo divulgado pelo portal IG. Pelo raciocínio do ex-presidente, a necessidade de maioria no Congresso deve levar o presidente Lula, em um eventual segundo mandato, a buscar apoio a qualquer custo, em menção indireta ao esquema do mensalão.

"Se Lula vier a reeleger-se, o espelho do futuro será o retrovisor do passado e provavelmente veremos novamente um governo empenhado em manter uma "federação de náufragos" submissa a seus des ígnios ou pescando alguns deles para o seu partido ou para algum novo (ou antigo) aliado, pelos meios disponíveis", afirma.

A busca por maioria chegaria à oposição. Para o ex-presidente, este momento passou, foi antes das eleições. "Se em plena crise, ainda em 2005, o presidente e seu partido tivessem tido a grandeza de propor uma agenda para o Brasil, teriam semeado para o futuro". Ele demonstra mágoa ao afirmar ainda que o PT também deixou passar outro momento para a união, o primeiro ano de mandato, quando, "cuspindo no prato em que estavam comendo" classificaram seu governo como "herança maldita".

Quando ocupava a Presidência, Fernando Henrique teve no PT seu mais forte opositor no Congresso e fora dele. O partido chegou a criar o slogan "Fora FHC". Proponho, portanto, que se discuta a sério a reforma política, especialmente a inclusão do voto distrital, em vez de perdermos tempo com reconciliações para inglês ver".

O ex-presidente também ataca o ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, principal divulgador da idéia de união nacional do governo. FHC diz que Tarso distorceu comentário seu sobre Carlos Lacerda, o político carioca incendiário da UDN que influenciou a vida nacional dos anos 1940 a 1960.

FHC diz que Tarso afirmou que ele teria "passado a pensar como um Lacerda-golpista, omitindo o fato de que ao citar o antigo político da UDN, entre outros, fiz a ressalva de que jamais concordei nem concordo com as atitudes que ele tomava". O portal IG divulga ainda artigo de Tarso em que ele volta a defender um acordo entre oposição e governo "para aprovar reformas sobre matérias que bloqueiam o desenvolvimento da democracia e o próprio processo econômico. Aí estão incluídas a reforma política e a reforma da legislação que regula a tramitação (e o manejo) do orçamento público".

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado