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Política & Poder

Falcão: suposto cheque de R$ 1 milhão para Temer em 2014 precisa ser esclarecido

Agência Estado

11/11/2016 16h24

Atualizada

O presidente nacional, do PT, Rui Falcão, cobrou da Justiça esclarecimentos sobre o cheque no valor de R$ 1 milhão que teria sido pago pela construtora Andrade Gutierrez para Michel Temer durante a campanha de 2014, denúncia que foi apresentada pela defesa da ex-presidente Dilma Rousseff ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante o depoimento de Edinho Silva, ex-tesoureiro da campanha, no processo que a Corte analisa e que pode cassar a chapa Dilma/Temer.Se a denúncia for confirmada, afirmou Falcão, o depoimento do presidente da empreiteira, Otávio Azevedo, dizendo que o dinheiro foi repassado ao PT, precisa ser anulado. "Esse tipo de delação que tem servido como prova para muitas condenações precisa ser questionado. Se é verdade esse cheque, o depoimento dele precisa ser anulado", disse Falcão, durante coletiva de imprensa no intervalo da reunião do Diretório Nacional do PT, em São Paulo. DenúnciaO presidente nacional do PT afirmou ainda que a denúncia de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria recebido dinheiro vivo de propina da empreiteira Odebrecht, conforme reportagem da revista IstoÉ, é mais uma denúncia contra Lula que não tem comprovação.Falcão disse que uma delação premiada, por si só, não é uma prova. "É mais uma de tantas denúncias ou delação que vem tentando envolver o presidente Lula, todas elas sem nenhuma comprovação", disse o presidente do PT, em entrevista coletiva à imprensa durante intervalo da reunião do Diretório.Para o presidente da sigla, está se criando um clima em que uma "simples delação" vira instrumento de julgamento final. "Nós vimos agora, inclusive, depois de oito anos de denúncias já desmentidas e de acordos firmados com o Ministério Público, a tentativa de condenar o João Vaccari por conta da Bancoop. Ele foi absolvido", disse, ao citar o caso do ex-tesoureiro do PT, que foi absolvido em processo que o indicava como responsável pelo suposto rombo de R$ 100 milhões nas contas da Bancoop, da qual era presidente.Presidência do PTFalcão afirmou também que uma eventual escolha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para presidir a legenda a partir do ano que vem é defendida por alguns integrantes, mas que o tema vai ser discutido com todos que participarem do processo eleitoral da legenda, inclusive Lula.O ex-presidente esteve ontem e está hoje na reunião do Diretório Nacional do PT em São Paulo e foi responsável por colocar uma proposta de eleição da direção da legenda através de delegados escolhidos em congressos nos municípios e nos Estados. Falcão afirmou que a articulação de Lula não garante a ele gabarito para dirigir o PT. "Tem companheiros que acham que o presidente Lula deveria dirigir o PT e outros acham que não, esse debate vai ser feito com todos, inclusive com ele", afirmou Falcão. O Diretório aprovou convocar o Congresso Nacional do PT, que vai eleger a próxima direção, nos dias 7, 8 e 9 de abril. Para chegar ao congresso, serão eleitos delegados nos diretórios municipais para congressos estaduais, que por sua vez vão eleger representantes para irem ao encontro nacional e escolher a direção do partido. Fonte: Estadao Conteudo

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