O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinou o arquivamento da ação que questionava a suspeição do ministro Dias Toffoli como relator do inquérito sobre fraudes no Banco Master. A decisão foi tomada no último sábado (21).
Em reunião no dia 12, Toffoli já havia deixado a relatoria do caso. Após o encontro, ministros do STF manifestaram, em nota oficial, que não era o caso de reconhecer a suspeição do ministro. A reunião foi convocada por Fachin após a Polícia Federal (PF) entregar um relatório ao presidente da Corte, que mostrou menções a Toffoli em uma mensagem no celular do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, cujo telefone foi apreendido.
Com a saída de Toffoli, o ministro André Mendonça assumiu a relatoria do inquérito sobre o Banco Master.
Enquanto era relator, Toffoli foi alvo de críticas por permanecer na posição após matérias jornalísticas informarem que a PF havia encontrado irregularidades em um fundo de investimento ligado ao Banco Master. Esse fundo comprou uma participação no resort Tayayá, localizado no Paraná e de propriedade de familiares do ministro.
Toffoli confirmou ser um dos sócios da empresa que vendeu a participação no resort, mas afirmou não ter recebido qualquer valor de Daniel Vorcaro nem manter relação de amizade com o banqueiro. As informações foram retiradas da Agência Brasil.