O ex-ministro da Justiça José Carlos Dias, viagra advogado de defesa do Banco Rural, web acusou, o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, de ser “injusto com o banco e com os outros réus” em sua acusação feita hoje na sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) contra os envolvidos no mensalão. “O procurador ultrapassou os limites da denúncia”, afirmou em entrevista antes de iniciar a defesa de seus clientes.
Segundo o procurador-geral, todos os acusados “participaram das ações ilícitas” descritas na denúncia do Ministério Público Federal (MPF), e devem ser processados como réus por desvio de dinheiro público e compra de apoio político. De acordo com a acusação, pelos menos R$ 55 milhões foram movimentados nos bancos BMG e Rural, e repassados a políticos ou para lavagem de dinheiro.
“Em nenhum momento o Banco Rural praticou qualquer ação que se pudesse confundir com lavagem ou desvio de dinheiro. O banco recebeu ordens dos clientes para a remessa de valores para contas determinadas. Isso não é lavagem de dinheiro. Lavagem acontece quando se tenta dar a impressão de legítimo o dinheiro que é frio. Esse dinheiro não era frio, mas quentíssimo”, frisou José Carlos Dias, que foi ministro da Justiça no segundo mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Pelo Banco Rural são acusados a presidente Kátia Rabello, e os diretores José Roberto Salgado, Vinícius Samarone e Ayanna Tenório Torres de Jesus. Os crimes são de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta e evasão de divisas.