Natasha Dal Molin e André Levino
redacao@jornaldebrasilia.com.br
O candidato da coligação Esperança Renovada Joaquim Roriz (PSC) não comentou nos compromissos públicos de ontem a suposta manobra para tentar tirar do ministro Ayres Britto a relatoria do processo sobre sua candidatura, no Supremo Tribunal Federal (STF). A denúncia foi feita pelo jornalista Cláudio Humberto, publicada na edição de ontem do Eleições & Política.
A assessoria de Comunicação do ex-governador também não quis comentar o assunto. Limitou-se a dizer que não tinha conhecimento das acusações e indicando que os advogados fossem procurados.
Já Agnelo Queiroz, candidato da coligação Um novo caminho, comentou, quando indagado, a manobra de Roriz: “Eu não duvido que ele tenha feito isso. O grau de atitudes inescrupulosas dele não tem pudor, limites”, reagiu. O petista acrescentou ainda que o adversário desrespeitou seguidas vezes a Justiça. Citou como exemplo as ações relacionadas ao horário eleitoral gratuito, área na qual ambos travam seguidas batalhas.
Sem comentários
Roriz ignorou solenemente as acusações de urdir uma manobra para tentar tirar o ministro Ayres Brito da relatoria do seu caso, no STF (leia a declaração do ministro na página 4). Ao participar do ciclo de debates das Eleições 2010, promovido pela Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra) com os postulantes ao GDF, voltou a defender o aumento do quadrilátero do DF para o desenvolvimento do polo industrial da cidade e a construção de um Aeroporto Internacional de Cargas.
No encontro, o ex-governador expôs suas propostas para o setor industrial do DF e, em seguida, foi sabatinado pelos empresários. E recebeu do presidente da Fibra, Antônio Rocha, a Carta da Indústria, que traz diretrizes para uma política industrial e sugestões do empresariado para alavancar o setor.
Roriz teve cerca de 50 minutos para apresentar as plataformas de seu plano de governo para o segmento. Contudo, gastou grande parte do tempo para exaltar os membros de sua chapa, sua história política e justificar as razões de sua renúncia ao mandato de senador.
Durante suas explicações, o ex-governador justificou parte de suas ações lembrando os objetivos do presidente Juscelino Kubitschek. “Brasília está pequena e congestionada e ainda não é o polo de desenvolvimento nacional que JK previu”.
Para se criar mais indústrias na cidade, disse que é preciso aumentar o quadrilátero e, consequentemente, as áreas de desenvolvimento. “Não concordamos em vender lotes para indústrias, pois os outros estados estão dando. Tudo que eles derem de concessão, eu farei a mesma coisa para todas as indústrias de Brasília”, garantiu.
Segundo Roriz, a carga tributária em Brasília está elevada e os contribuintes com pendências tributárias poderão saná-las. Para isso, uma de suas propostas é oferecer meios de negociação e de parcelamento de débitos.
“Temos que aumentar a rede de contribuintes de forma leal. E não vamos tolerar a sonegação fiscal”.
Para o melhor desenvolvimento dos produtores rurais, Roriz defendeu a pavimentação das estradas, além da disponibilidade de energia elétrica e água potável.