Isaac Marra
Especial para o Jornal de Brasília
O ex-governador José Roberto Arruda foi absolvido,nessa quarta (30), pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal da acusação de ter se beneficiado de licitações, no segundo semestre de 2008, para a decoração natalina em 22 regiões administrativas.
O advogado Ticiano Figueiredo, defensor de Arruda no processo, comemorou a absolvição de seu cliente. “Sempre confiamos na Justiça, e sabíamos que os depoimentos do delator [Durval Barbosa] seriam todos desmascarados”, afirmou.
O ex-secretário de Governo José Humberto Pires, além de Irio Depieri e Geovani Rosa Ribeiro, ex-coordenadores de Cidades, também foram considerados inocentes no caso. Três parentes do ex-deputado distrital Benedito Domingos, à época administrador regional de Taguatinga, não tiveram o mesmo destino e acabaram condenados pela Justiça.
O inquérito aberto para apurar o favorecimento de uma empresa pertencente a familiares de Benedito Domingos foi aberto em 2011, durante o governo de Agnelo Queiroz. No processo, Durval Barbosa, o delator que deu origem à Operação Caixa de Pandora, afirmou ter presenciado a transação que beneficiaria Arruda, Domingos e seus familiares com licitações direcionadas para o fornecimento de enfeites natalinos, como presépios e iluminação. O GDF gastou, em 2008, um total de R$ 1 milhão com o aluguel da decoração natalina.
Em 2013, Benedito Domingos foi julgado pelo Conselho Especial do Tribunal de Justiça e responsabilizado por envolvimento nas licitações fraudulentas.
Procurado pela reportagem do Jornal de Brasília, o ex-governador José Roberto Arruda preferiu não se manifestar sobre o assunto.