BRUNO RIBEIRO E MARIANA GRASSO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)
Manifestantes de esquerda se reúnem na manhã deste domingo (11) na avenida Paulista, em São Paulo, em uma tentativa de aliados do presidente Lula (PT) de reverter um clima de desânimo em apoiadores do petista diante da desvantagem na disputa para Flávio Bolsonaro (PL), que ficou à frente no primeiro turno da eleição.
Lula confirmou presença no ato, que reúne políticos e artistas, foi batizado de Marcha pela Democracia e convocado por comunidades de fãs, entidades estudantis, movimentos sociais e partidos de esquerda. A concentração começou às 11h em frente ao Masp, e está prevista uma caminhada até a praça Roosevelt, no centro da capital paulista.
Adversário de Lula, Flávio também tem agenda em São Paulo, um encontro no centro com prefeitos da região metropolitana e com vereadores.
O primeiro levantamento do Datafolha feito após a definição da disputa de segundo turno da eleição presidencial mostra Flávio com 52% em votos válidos e Lula com 48%.
A tentativa da esquerda de impulsionar apoiadores se somou a outra frente em rede social liderada pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), que se incumbiu de ampliar a tropa digital e reuniu mais de 3 milhões de membros no canal “Exército do Lula”, criado no WhatsApp. O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, determinou a derrubada do canal neste domingo, a pedido da campanha de Flávio, ao dizer que dissemina desinformação.
Na última quarta, Lula disse que sua campanha de primeiro turno neste ano foi a menos organizada de suas disputas presidenciais. Ele deu a declaração a aliados ao lado do coordenador da campanha, Edinho Silva, que foi criticado por petistas pela forma como conduziu o esforço de reeleição de Lula.
“Eu acho que nós fizemos uma campanha aquém da minha possibilidade. Acho que a gente poderia ter feito mais. Eu disse para o Edinho que essa foi a campanha menos organizada que eu participei desde 1989. E normalmente a gente colhe aquilo que a gente planta”, declarou Lula.
No ato em São Paulo, estão previstos, dentre outros, Geraldo Alckmin (PSB), Fernando Haddad (PT), Simone Tebet (MDB), Guilherme Boulos (PSOL) e Erika Hilton (PSOL).