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Política & Poder

Erika Hilton assume presidência de comissão contra opressão a mulheres e minorias

A deputada federal critica práticas racistas de Fabiana Bolsonaro e prioriza combate à misoginia e violência digital.

Redação Jornal de Brasília

23/03/2026 16h30

erika hilton

Foto: Reprodução

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) assumiu a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados, com o compromisso de enfrentar o ‘sistema organizado de opressão, desigualdade, injustiça e ódio’ contra grupos historicamente marginalizados.

Em entrevista ao programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional, nesta segunda-feira (23), Erika Hilton afirmou que acionou a Justiça Eleitoral contra a deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL-SP) pelo uso indevido de cotas destinadas à população negra em sua campanha, ao se declarar parda, o que considera fraude eleitoral. Ela também criticou o uso de blackface por Fabiana, prática em que uma pessoa branca pinta o rosto de preto para imitar de forma caricata uma pessoa negra, classificando-a como racista, violenta e grave.

Entre as prioridades à frente da comissão, a deputada destacou o enfrentamento à misoginia impulsionada pelo discurso de ódio, especialmente nos ambientes digitais, que afetam mulheres, pessoas trans, crianças e minorias. Erika Hilton lembrou que esses grupos conquistaram espaços por meio de lutas e políticas públicas, mas enfrentam resistência de setores conservadores, em uma ‘guerra de narrativas’ contra a diversidade.

Defendendo a ampliação do conceito de mulher além de questões biológicas, Erika rebateu críticas à sua presidência por ser uma mulher trans. ‘Mulher não é apenas um ser biológico, mas social, cultural, político e material’, argumentou, citando que assembleias e câmaras foram presididas por homens em comissões semelhantes. Ela acusou críticas de parlamentares atreladas a projetos como o PL da Pedofilia e PL do Estupro, que votaram contra igualdade salarial.

Erika Hilton defendeu avanços legislativos contra a violência no ambiente digital, que se estende ao mundo real, fomentando cultura de estupro, feminicídio e ódio. ‘Precisamos de legislações que definam responsabilidades, mecanismos de controle para pais e proteção a crianças, adolescentes e mulheres’, completou, alertando que sem isso o ambiente vira ‘terra sem lei’.

A Agência Brasil contatou o gabinete de Fabiana Bolsonaro, que está aberto a manifestações.

*Com informações da Agência Brasil

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