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Política & Poder

Em coletiva após alta de internação, Bolsonaro critica ‘politização de tentativa de homicídio’

Durante a entrevista, Bolsonaro se irritou ao comentar teses de que estaria usando a internação para se promover politicamente. “Não é político. Eu não queria estar aqui”

Marcus Eduardo Pereira

05/01/2022 11h36

Após alta da internação por obstrução intestinal nesta semana, o presidente Jair Bolsonaro promoveu uma coletiva de imprensa no hospital Vila Nova Star, em São Paulo, nesta quarta-feira (5).

Durante a entrevista, Bolsonaro se irritou ao comentar teses de que estaria usando a internação para se promover politicamente. “Não é político. Eu não queria estar aqui, estava previsto para voltar à Brasília (após período de folga em Santa Catarina no final do ano). Agora falar que eu estou me vitimizando, estão de brincadeira comigo, né?”, retrucou.

Ao lado do médico-cirurgião Antônio Luiz Macedo, que atende o presidente desde o atentado a faca em 2018, Bolsonaro voltou a comentar o atentado, ressaltando que foi alvo de assassinato. “Querem politizar a tentativa de homicídio. As imagens mostram a faca entrando. Uns falaram que não entrou porque não sangrou, mas facada naquela região não sangra porque tudo vai para dentro”, afirmou.

Doutor Macedo explicou o que tem provocado as internações do presidente após o atentado. “O presidente sofreu um atentado anos atrás [em 2018], uma facada, que originou uma cirurgia muito bem feita pelos profissionais que o atenderam [na Santa Casa] em Juiz de Fora, e depois disso gerou uma peritonite em setembro, dias após o acidente, e isso acarretou em uma grande quantidade de reação imunológica no abdômen dele e, embora esteja tudo bem com ele, essas aderências possibilitam casos de obstrução intestinal”, explicou.

Conspiração

O presidente voltou a mencionar uma conspiração para assassiná-lo. A Polícia Federal concluiu, em duas investigações, que o autor do ataque, Adélio Bispo, agiu sozinho. “Não há dúvida de que foi uma tentativa de homicídio”, pontuou. “Duas pessoas já morreram na pousada onde Adélio estava hospedado. Está muito parecido com o caso Celso Daniel (político assassinado em 2002). Agora conseguiram adentrar no telefone do advogado [de Adélio]. Vai chegar em gente importante, com toda certeza”.

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