Natasha Dal Molin
natasha.dalmolin@jornaldebrasilia.com.br
As recentes pesquisas de intenção de voto para o GDF apontam a virada de Agnelo Queiroz sobre Joaquim Roriz. O ex-governador, que começou a corrida eleitoral liderando com folga (chegou a ter mais de 40%), hoje vê seus votos minguarem para 30%, segundo o mais recente Ibope – o petista foi a 43%, pela mesma pesquisa. Onde foram parar os votos de Roriz?
Segundo os cientistas políticos, alguns fatores se somaram e levaram a essa migração. Estariam os eleitores de Roriz caindo nos braços de Agnelo? “Em parte”, explica o cientista político da Universidade de Brasília (UnB) Danilo Silvestre.
Ele diz que o eleitor mais fiel não abandonou Roriz. Mas um número expressivo dos rorizistas, diante da insegurança que a impugnação do candidato traz – seu recurso ainda será julgado no Supremo Tribunal Federal –, acabou indo, sim, para o petista.
Outro fator que favorece Agnelo e prejudica o ex-governador é que Roriz possui um alto índice de rejeição entre os eleitores, como apontam as pesquisas. “Como Agnelo, desde o início da campanha, apresenta baixa rejeição, tinha potencial para crescer nas pesquisas, o que de fato acabou acontecendo”.
Outro aspecto que entra na soma de saldo positivo para Agnelo, segundo o cientista político, é o apoio que tem do presidente Lula, cuja popularidade é alta. Há ainda a demora para a análise dos recursos da Lei da Ficha Limpa, o que tem sido utilizado estrategicamente pela campanha de Agnelo contra Roriz, sobretudo no horário eleitoral gratuito.
“Mesmo que digam nas ruas e nas entrevistas que ganharão no voto, e que não se importam com a decisão do Supremo, eles (os petistas) utilizam ao máximo o recurso de dizer que Roriz não é candidato, que foi impugnado. Isso causa uma confusão no eleitor”, analisa Silvestre. E acrescenta: “Assim, acabam concretizando o que pregam: que a vitória será nas urnas”.
Leia mais na edição desta quinta-feira (16) do Jornal de Brasília.