VICTOR LACOMBE
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)
A poucos dias do segundo turno, uma pesquisa realizada pelo Datafolha mostra que a principal motivação declarada pelo eleitor que pretende votar em Flávio Bolsonaro (PL) para presidente é o desejo por mudança e alternância de poder. Já a parcela do eleitorado que opta pelo presidente Lula (PT) diz ser motivada pela proteção social e pelo desempenho e legado do petista.
Para o levantamento, o Datafolha entrevistou 2.520 pessoas em 153 municípios de todo o Brasil na terça (13) e na quarta-feira (14). A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. O registro na Justiça Eleitoral é BR-00466/2026.
Os entrevistadores do instituto apresentaram aos eleitores dos dois candidatos uma mesma lista de razões possíveis para explicar a opção por um dos candidatos no segundo turno, que será realizado no próximo dia 25. Os participantes puderam escolher mais de um motivo.
A mudança e alternância de poder foram citadas por 41% daqueles que declaram voto em Flávio, que na última pesquisa do Datafolha marcou 51% dos votos válidos contra 49% do presidente. Em seguida, aparecem como motivos para eleger o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a rejeição a Lula e ao PT (31%), a economia e o custo de vida (16%), e as propostas e a qualidade do candidato (15%).
Os motivos citados encontram lastro na campanha feita pelo senador pelo Rio de Janeiro: Flávio vem apostando no mote da mudança, procurando surfar no antipetismo e atacando o governo Lula por sua gestão da economia.
Em entrevista à TV Globo nesta sexta (16), por exemplo, Flávio disse que “o Brasil já escolheu a mudança”, dizendo que pretende governar apenas por um mandato e repetindo sua proposta de fim da reeleição sem deixar claro se isso implicaria ampliação do próprio período na Presidência.
Os entrevistadores do instituto apresentaram aos eleitores dos dois candidatos uma mesma lista de razões possíveis para explicar a opção por um dos candidatos no segundo turno, que será realizado no próximo dia 25. Os participantes puderam escolher mais de um motivo.
A mudança e alternância de poder foram citadas por 41% daqueles que declaram voto em Flávio, que na última pesquisa do Datafolha marcou 51% dos votos válidos contra 49% do presidente. Em seguida, aparecem como motivos para eleger o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a rejeição a Lula e ao PT (31%), a economia e o custo de vida (16%), e as propostas e a qualidade do candidato (15%).
Os motivos citados encontram lastro na campanha feita pelo senador pelo Rio de Janeiro: Flávio vem apostando no mote da mudança, procurando surfar no antipetismo e atacando o governo Lula por sua gestão da economia.
Em entrevista à TV Globo nesta sexta (16), por exemplo, Flávio disse que “o Brasil já escolheu a mudança”, dizendo que pretende governar apenas por um mandato e repetindo sua proposta de fim da reeleição sem deixar claro se isso implicaria ampliação do próprio período na Presidência.
Outras razões que explicam o voto em Flávio, segundo os eleitores entrevistados pelo Datafolha, são desempenho e legado (14%), valores, ideologia e democracia (13%), integridade e o tema da corrupção (11%) e serviços públicos e segurança (10%). Dizem não ter motivo específico para escolher o senador 12% dos entrevistados desse segmento valor que vai a 16% entre aqueles que ganham menos de dois salários mínimos.
A mudança e alternância de poder são importantes, sobretudo para os eleitores de Flávio que ganham mais de cinco salários mínimos. Nesse recorte, 47% citam esse motivo, contra 38% daqueles que ganham menos de dois.
Já a mudança é menos importante para os eleitores mais jovens do senador. Citam esse motivo 24% mais relevantes para eles são as propostas e qualidades do candidato, razão citada por 31% dos entrevistados de 16 a 24 anos.
Quando os eleitores que declaram voto no presidente Lula são questionados sobre a motivação da sua escolha, a razão mais importante é a proteção social e classe. Citaram essa razão 48% dos entrevistados pelo Datafolha valor que chega a 52% entre eleitores com ensino fundamental e 59% entre os evangélicos.
Na reta final da eleição, a campanha do presidente aposta em aumentar a rejeição a Flávio levantando a possibilidade de cortes em benefícios sociais e fim de aumentos reais da aposentadoria e do salário mínimo.
Também conta como trunfo projetos aprovados na reta final da corrida eleitoral, como o fim da escala 6×1. Na cerimônia de promulgação da PEC, na sexta-feira, Lula disse: “Não tem uma conquista do povo trabalhador que não aparece aqueles dizendo: isso vai ser um atraso para o país, isso vai quebrar as empresas, isso vai quebrar a economia, isso não pode dar certo. Isso é histórico, isso é crônico.”
Entre daqueles que declaram voto em Lula, 22% citam o desempenho e legado do petista, seguidos da rejeição a Flávio (17%), valores, ideologia e democracia (11%), e propostas e qualidades do presidente (10%). Outros 9% dizem não ter motivo específico. A motivação ideológica chega a 20% entre os eleitores de Lula que têm entre 16 e 24 anos.
Entre as razões menos citadas pelos entrevistados que dizem votar no candidato do PT estão temas em que o petista patina, como a economia e o custo de vida (6%), integridade e corrupção (2%), e, como seria comum em um candidato incumbente e com longo histórico no poder como o petista, mudança e alternativa (1%).
Já os eleitores de Flávio citam menos a proteção social e classe (5%) e o vínculo e hábito (2%), uma vez que o senador nunca ocupou cargo no Executivo.
O Datafolha também perguntou aos eleitores que pretendem votar em branco ou nulo 6%, segundo a última pesquisa do instituto suas motivações para essa decisão. A principal é a rejeição aos dois candidatos, com 37% dos entrevistados citando essa razão, seguida por descrença e desinteresse (19%), desconfiança, promessas e corrupção (18%) e falta de opção e polarização (12%).
Dizem não ter motivo específico para anular o voto ou votar em branco 16%.