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Política & Poder

Eduardo Bolsonaro insinua sem evidências que STF pode cancelar eleição após 1º turno

Ex-deputado citou o caso das eleições na Romênia em 2024 e afirmou que brasileiros deveriam “conectar os pontos” ao cenário nacional

Redação Jornal de Brasília

04/10/2026 17h15

eduardo bolsonaro

Foto: Reprodução/ Instagram @bolsonarosp

VICTOR LACOMBE
FOLHAPRESS

Em um vídeo divulgado nas redes sociais com legendas em inglês, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) insinuou neste domingo (4, sem provas, que o STF (Supremo Tribunal Federal) pode cancelar as eleições no Brasil se seu irmão, Flávio, não vencer no 1º turno.

Citando as eleições na Romênia em 2024, Eduardo disse: “Quem ficou em primeiro lugar [no 1º turno] foi o candidato nacionalista de direita Calin Georgescu. No entanto, dois dias antes do 2º turno, sabe o que o STF da Romênia fez? Cancelou a eleição”, afirmou. “E sabe qual foi o motivo, a desculpa que eles usaram? Interferência estrangeira. Quem for inteligente vai conseguir conectar os pontos”, afirma o ex-deputado, que mora nos EUA desde fevereiro de 2025 e foi cassado por excesso de faltas na Câmara.

Na verdade, Georgescu, considerado abertamente pró-Rússia, foi acusado pelos serviços de segurança da Romênia de utilizar quase R$ 6 milhões em recursos não declarados. Além disso, a infraestrutura eleitoral do país havia sofrido ataques de hackers da Rússia, o que levou a Corte Constitucional a anular os resultados do primeiro turno. Gerogescu foi impedido de concorrer, e o vencedor foi o candidato centrista Nicusor Dan.

“Três semanas na mão do inimigo é muito tempo”, concluiu Eduardo, em referência ao tempo entre as duas votações no Brasil.

De acordo com o Instituto Democracia em Xeque, que monitora ataques ao regime democrático brasileiro, o bolsonarismo “passou a explorar uma nova teoria conspiratória”, sobre uma suposta intervenção do STF no resultado das eleições. “Essa hipótese, porém, apresenta menos evidências concretas do que a possibilidade de ingerência estrangeira, um risco conhecido e baseado em evidências muito mais fortes.”

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