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Política & Poder

Eduardo Bolsonaro agradece Trump por sanção dos EUA contra Alexandre de Moraes

Deputado diz ter cumprido “missão” após aplicação da Lei Magnitsky; Tesouro dos EUA acusa ministro do STF de violações a direitos humanos

Mateus Souza

30/07/2025 14h40

Foto: Reprodução/Instagram

Foto: Reprodução/Instagram

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos desde março, agradeceu nesta quarta-feira (30) ao ex-presidente Donald Trump e a autoridades americanas pela aplicação da chamada Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Queria aqui agradecer ao presidente Donald Trump, ao secretário de Estado Marco Rubio e a todas as autoridades que se envolveram diretamente nessa tomada de decisão, reconhecendo e tendo a sensibilidade de olhar para o Brasil e entender as diversas violações de direitos humanos em curso”, afirmou o parlamentar em vídeo publicado nas redes sociais.

Eduardo declarou ainda que a permanência nos EUA teve como objetivo “sancionar Alexandre de Moraes” e disse sentir “missão cumprida”. Segundo ele, a medida “não é o fim de nada, mas apenas o primeiro passo para que existam meios suficientes para que a gente possa resgatar a nossa democracia, a harmonia entre os Poderes e a normalidade das instituições”.

A decisão do governo americano foi celebrada também por Paulo Figueiredo, comentarista político que está nos EUA com Eduardo e que se apresenta como interlocutor da Casa Branca. Em publicação nas redes sociais, escreveu: “missão cumprida”.

Em comunicado oficial, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, justificou a sanção alegando que Moraes “assumiu a responsabilidade de ser juiz e júri em uma caça às bruxas ilegal contra cidadãos e empresas americanas e brasileiras”.

Segundo Bessent, o ministro do STF é “responsável por uma campanha opressiva de censura, detenções arbitrárias que violam os direitos humanos e processos politizados — inclusive contra o ex-presidente Jair Bolsonaro”. O secretário concluiu dizendo que “a ação de hoje deixa claro que o Tesouro continuará a responsabilizar aqueles que ameaçam os interesses dos EUA e as liberdades de nossos cidadãos”.

Até o momento, o Supremo Tribunal Federal e o ministro Alexandre de Moraes não se manifestaram oficialmente sobre as sanções.

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