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Política & Poder

Edinho Silva diz que Judiciário precisa de reformas e que sistema eleitoral está falido

“Fulanizar é muito fácil. As pessoas são falíveis. O importante é você ter instituições fortes”, disse o presidente do PT.

Redação Jornal de Brasília

09/04/2026 23h55

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Edinho Silva. Crédito: Elza Fiuza/Agência Brasil

JOÃO PEDRO ABDO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

O presidente do PT, Edinho Silva, defendeu, nesta quinta-feira (9), reformas no Poder Judiciário em jantar com Gilberto Kassab, presidente do PSD. O evento foi organizado pelo grupo de empresários Esfera Brasil e aconteceu no Jardim Europa, zona oeste de São Paulo.


“Fulanizar é muito fácil. As pessoas são falíveis. O importante é você ter instituições fortes”, disse o presidente do PT.


Segundo ele, “deveríamos estar debatendo reforma do Poder Judiciário para que as falhas deixem de acontecer”.


O dirigente petista ponderou, entretanto, que mudanças devem fortalecer a Justiça: “Não adianta nós enfraquecermos o Judiciário se não há democracia sem Judiciário”.


Kassab, por sua vez, defendeu a idade mínima para ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

Segundo ele, seria bom que membros pudessem entrar na corte após os seus 60 anos, o que garantiria um mandato de 15 anos tendo em vista a idade máxima de 75.


Edinho Silva é a terceira liderança petista nacional a fazer comentários críticos ao Judiciário na última semana, em meio à crise do caso Banco Master. Integrantes do governo Lula (PT) têm avaliado que o desgaste de ministros do Supremo com o escândalo financeiro pode atingir eleitoralmente a candidatura petista.


Em entrevista ao ICL Notícias, na quarta (8), o presidente Lula já havia comentado os recentes desgastes do STF. Ele afirmou que sugeriu ao ministro Alexandre de Moraes que se declarasse impedido nos casos envolvendo o banco para não “jogar fora sua biografia”.


No último fim de semana, o ex-ministro e pré-candidato ao Congresso José Dirceu também defendeu mudanças no Poder Judiciário. Em entrevista à Folha de S. Paulo, ele afirmou que o STF precisa se autorreformar pois “o rei está nu”.


Além da Justiça, as lideranças partidárias comentaram no evento desta quinta os projetos de reforma para outras áreas e teceram críticas ao Legislativo. Ambos convergiram em alguns pontos, como a defesa do voto em lista para discussões no Congresso.


Edinho defendeu mudanças e disse que o “atual modelo político eleitoral do Brasil está falido, não responde mais as necessidades da sociedade brasileira”.


O apoio eleitoral do PSD na corrida ao governo paulista foi abordado em entrevista ao final do evento. Kassab reafirmou o apoio à reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e disse que o governador faz do “nosso campo na política de São Paulo”.


O apoio envergonhado do PSD a Tarcísio se dá em virtude de desgastes entre o governador e Kassab, que deixou a Secretaria de Governo e Relações Institucionais no final de março. Na mesma semana, o vice do Executivo estadual, Felício Ramuth trocou o PSD pelo MDB.


O desgaste entre Kassab e e Tarcísio aconteceu também pelo interesse que o presidente do PSD tinha em disputar a vaga de governador em 2030. Na outra ponta, o presidente do PT, paulista Kiko Celeguim, chegou a defender publicamente o nome do chefe do partido como vice de Lula.


Nesta quinta, Edinho foi questionado sobre a definição das vagas para o Senado na chapa encabeçada pelo pré-candidato a governador Fernando Haddad (PT) em São Paulo. Disputam a indicação Márcio França (PSB) e Marina Silva (Rede), além de Simone Tebet (PSB), a quem Lula pediu que deixasse o Ministério do Planejamento para concorrer.


Edinho disse que Haddad vai “abrir diálogo” com todos os partidos que queiram se aliar. Neste ano, cada estado vai eleger dois senadores.

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