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Política & Poder

Doria descarta recursos para o Parque Augusta

Agência Estado

05/10/2016 10h10

Atualizada

O prefeito eleito João Doria (PSDB) indicou na terça-feira, 4, que, se depender do seu governo, a criação do Parque Augusta, na região central, não sairá do papel. "A Prefeitura não vai gastar dinheiro público nisso, dinheiro que precisa ser priorizado em saúde e educação. Quero deixar bem claro que não comprarei terreno para fazer praça ou parque."<p><p>A afirmação de Doria abre mais um capítulo na novela que se tornou o projeto de abrir à população o terreno de 23,7 mil metros quadrados entre as Ruas Caio Prado e a Marquês de Paranaguá. As construtoras Setin e Cyrela, proprietárias da área, exigem ao menos R$ 120 milhões da Prefeitura para abrirem mão de um projeto que prevê a construção de quatro torres de 36 a 45 metros de altura no local – projeto já aprovado pelo órgão do patrimônio municipal. O valor pedido representa o dobro do pago em janeiro de 2014 e não foi aceito pela gestão Fernando Haddad (PT).<p><p>"Essa alternativa<i> (de pagar a desapropriação)</i> é zero. Agora, o entendimento com os proprietários nós podemos ter, para que parte da área possa ser aberta à população", disse.<p>Para a presidente da Sociedade Amigos e Moradores Cerqueira César, Célia Marcondes, o prefeito eleito está "equivocado". "A gente nunca vai desistir. Esse parque é imprescindível."<p><p>O empresário Elie Horn, dono da Cyrela, aparece como doador de R$ 100 mil para a campanha de Doria. Ele também financiou o mesmo valor a Celso Russomanno (PRB), Marta Suplicy (PMDB) e Haddad. A assessoria de Doria nega que a decisão será tomada levando em conta interesses privados. As informações são do jornal <b>O Estado de S. Paulo.</b> <br /><br /><b>Fonte: </b>Estadao Conteudo

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