Nesta quinta-feira (9), o Jornal de Brasília obteve em primeira mão a informação de dois deputados confirmados na equipe do governador eleito Agnelo Queiroz. Paulo Tadeu e Arlete Sampaio, ambos do Partido dos Trabalhadores (PT), ainda não sabem quais os cargos devem assumir.
Especula-se que Paulo Tadeu, eleito deputado federal nas últimas eleições, deve ficar a frente da Secretaria de Esporte ou será Secretário de Governo. Já a eleita distrital Arlete Sampaio (PT), é cogitada para a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (Sedest) ou ficará com a Secretaria de Educação.
Extraoficialmente, existem outros nomes que ganham força na composição do governo de Agnelo. Para a Segurança Pública, o nome do delegado Miguel Lucena corre com insistência para o comando da Secretaria de Segurança Pública. Ele tem vínculos de amizade de longa data com Agnelo. O nome do delegado também já foi especulado para o comando da Polícia Civil.
Falando de amigos do futuro governador, é cada vez mais certo de que o médico Rafael Aguiar realmente vá trabalhar na Secretária de Saúde. Comenta-se que deverá receber o cargo de subsecretário de Saúde nos primeiros meses do governo de Agnelo, que prometeu assumir a pasta a partir de 1º de janeiro. Com o tempo, Agnelo deverá deixar a Secretaria para o comando de Aguiar. Mas desde os primeiros dias de trabalho, o hoje coordenador da transição para a Saúde terá forte participação na Pasta.
Dois nomes petistas que também têm grandes chances de compor o secretariado de Agnelo são o do deputado distrital Chico Leite e o da futura deputada federal Erika Kokay. Ambos são bem cotados pelo governador eleito. Chico tem posição ligada aos Direitos Humanos e à Justiça. Já Erika é vista como uma candidata a levar à frente projetos de diferentes áreas, como as ligadas à infância e aos adolescentes ou algo voltado para as mulheres.
Agricultura
Indo além das fileiras petistas, a briga pela pasta da Agricultura começa a ter um vencedor. O nome do deputado distrital eleito Joe Valle (PSB) tende a se consolidar no comando da Secretaria, que também seria cobiçada pelo PT e pelo PMDB. Mas tudo indica que a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) ficará sob o comando de outra legenda.
Na partilha de cargos para os 13 partidos da base aliada, Agnelo também está disposto a fazer uma redivisão da máquina do DF. Uma ideia que circula cada vez mais pela equipe de transição é a criação da pasta especial para a Copa do Mundo de 2014. Pela visibilidade e o montante de recursos que poderão ser repassados pelo Governo Federal, a secretaria tem grandes chances de cair no colo de um nome do Partido dos Trabalhadores.
Se isso acontecer, crescem as possibilidades de que o governador eleito possa deixar o comando da Secretaria de Esportes para outro partido. Como o PCdoB, por exemplo, legenda da qual Agnelo foi integrante antes de mudar-se para o Partido dos Trabalhadores.
O futuro governador também pensa cada vez mais na divisão da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente (Seduma). Com isso, poderia valorizar os projetos Habitação por um lado e Meio Ambiente por outro.