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Política & Poder

Doação de R$ 1 milhão para PT pode ter sido para Michel Temer

Colaborador JBr

10/11/2016 13h21

Divulgação

Após a defesa da ex-presidente Dilma Rousseff afirmar que Michel Temer, então vice na campanha de 2015, recebeu R$ 1 milhão da construtora Andrade Gutierrez, o colunista Fausto Macedo teve acesso a uma suposta cópia do cheque nominal ao atual presidente. O pagamento teria sido efetuado no dia 10 de julho de 2014 e diverge da versão do ex-presidente da empreiteira e delator Otávio Azevedo.

Na ocasião, Azevedo afirmou que a empreiteira doou em março de 2014 R$ 1 milhão ao diretório nacional do PT. Ainda segundo o delator, esse valor teria sido pago como parte de um acerto de propina de 1% dos contratos da Andrade com o governo federal. Na versão de Azevedo, a quantia teria sido repassada do diretório petista para a campanha da chapa Dilma-Temer.

A legislação, no entanto, previa que os diretórios eram obrigados a identificar o doador que chegavam ao partido e só depois eram encaminhados aos candidatos.

Contudo, o cheque e as prestações de conta mostram que o repasse feito em julho foi, na verdade, para o diretório nacional do PMDB, em nome de Michel Temer. Ele, posteriormente, fez o repasse para a campanha da chapa Dilma-Temer. No processo, a defesa de Dilma acusou Azevedo de prestar falso depoimento à Justiça Eleitoral e pediu que o Ministério Público apure o caso.

Otávio Azevedo, por outro lado, ao ser questionado sobre as doações feitas pela empresas aos vários candidatos e partidos, disse não haver distinção no caixa da companhia, mas alegou que a doação de um milhão ao PT era decorrente de um acerto de propinas da Andrade com o governo federal.

Ele também reafirmou que parte dos recursos que eram doados ao PMDB vinham de um acerto de propinas da empreiteira com o partido referente às obras da usina de Belo Monte, citada pelos delatores da Andrade e que está sob investigação da Lava Jato.

Diante dos acontecimentos, o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Herman Benjamin, relator do processo que pode levar à cassação da chapa vitoriosa de Dilma Rousseff e Michel Temer nas eleições de 2014, determinou uma acareação entre Edinho Silva, que atuou como tesoureiro da campanha da petista, e o executivo Otávio Azevedo.

A acareação foi marcada para quinta-feira (17) às 18h, no TSE. A decisão do ministro acolhe o pedido dos advogados que representam o PSDB, responsáveis pela ação contra a chapa Dilma/Temer.

A decisão do ministro foi tomada depois de a defesa de Dilma apresentar ao TSE documentos que apontam que Temer recebeu uma doação de R$ 1 milhão, da Andrade Gutierrez.

A defesa de Otávio não quis comentar o assunto e deve encaminhar uma explicação ao TSE sobre o depoimento do delator nos próximos dias.

Em nota, o PMDB afirmou que a arredação de recursos é feita de acordo com os parâmetros legais em vigência no país.

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