Menu
Política & Poder

Do torpedo ao e-mail, vale tudo para chegar ao eleitor

Arquivo Geral

02/09/2010 8h43

Carla Rodrigues

carla.rodrigues@jornaldebrasilia.com.br

 

A tecnologia tornou-se a principal aliada dos candidatos para tentar vencer as eleições. Se nas ruas a campanha é tímida, nos meios eletrônicos estão a todo vapor. Seja pela internet ou pelo telefone, quando menos se espera você recebe uma ligação, um e-mail ou um torpedo dos concorrentes.

 

Eles podem até achar que estão abafando com esta tática, mas correm o risco de “encher o saco” do eleitor. E o tiro sair pela culatra (como no ataque cruzado, da ilustração desta página, contra Jerusalém, segundo ilustração de Gustav Doré [1832-1883]). Para especialistas, a tentativa de conseguir votos desta forma é, muitas vezes, inconveniente e demonstra falta de bom senso. 

 

O cientista político João Paulo Peixoto, da Universidade de Brasília (UnB), acredita que usar ferramentas como telefone, e-mail e SMS para fazer campanha exige cuidado dos postulantes. “Têm que estabelecer limites para não incomodar os eleitores, senão a ideia, inicialmente de promoção de imagem, pode se virar contra eles. O cidadão pode pegar antipatia pelo candidato se ele fizer isso de forma incorreta”. 

 

Para o consultor político Alexandre Bandeira, a estratégia é boa, mas requer atenção. “Você não pode ligar a qualquer hora, nem em qualquer dia”.

 

Outro ponto importante é escolher, antes de enviar torpedos, e-mails e fazer ligações, o público-alvo. “Hoje em dia, é muito fácil você ter acesso a vários cadastros. Mas atirar para todo lado não é boa tática. É perda de dinheiro e de tempo”.

 

Para Bandeira, a estratégia de usar diferentes tecnologias deu certo nas eleições passadas. Por isso, agora, com a proibição dos comícios e a diminuição do tempo na TV e no rádio, o jeito é tentar se aproximar do eleitor por outras alternativas. “Os candidatos têm que pedir votos e usam a criatividade para isso”. 

 

Leia mais na edição desta quinta-feira (01) do Jornal de Brasília.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado