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Política & Poder

Direitos de resposta de Agnelo e do PT tomam espaço da candidata na TV

Arquivo Geral

31/10/2010 8h21

Sionei Ricardo Leão
sionei.leao@jornaldebrasilia.com.br

Weslian Roriz (PSC) ficou fora do programa eleitoral gratuito da noite de ontem. Justamente na última oportunidade que dispunha para se dirigir ao eleitor pela TV e fazer o fecho da campanha. Todo o tempo destinado à candidata foi utilizado pela coligação Um Novo Caminho, de Agnelo Queiroz (PT), e pelo PT, por decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal.

 

O TRE-DF concedeu direito de resposta ao petista, em sentença do desembargador Federal Moreira Alves. Ele acatou duas representações da coligação de Agnelo e do PT, que, juntas, se traduziram em 17 minutos e 31 segundos. Tempo suficiente para vetar a aparição de Weslian no fecho da campanha eleitoral na televisão.

 

Quem estava diante do telinha assistiu, inicialmente, à apoteose de Agnelo, que fez um balanço da campanha e frisou as propostas de políticas públicas, com ênfase nas medidas na área da Saúde, Educação, Habitação e Segurança. Ele aproveitou para ressaltar a liderança nas pesquisas de opinião, que lhe dão uma margem de votos de quase 30 pontos percentuais à frente da concorrente.

 

Agnelo despediu-se dos telespectadores evocando as bênçãos de Deus e alegando que foi vítima de acusações e perversidades dos rorizistas. Atribuiu os ataques a um lance de desespero da campanha adversária, que empregou “marginais envolvidos com tráfico de drogas e com a violência”. Foi a deixa para o programa passar à segunda fase, dentro do tempo que caberia a Weslian, não fosse a decisão da Justiça Eleitoral.

 

Nesse segundo “capítulo”, o direito de resposta começou com a leitura de um texto atribuído tanto a Agnelo quanto à candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff (PT). A defesa dizia respeito à menção feita por Weslian ao suposto apoio de Dilma e do PT ao aborto.

 

A mensagem ressaltou que Weslian permitiu que o seu programa eleitoral abrisse espaço a acusações caluniosas contra a coligação Um Novo Caminho. Afirmações consideradas sem nenhuma base na realidade e feitas apenas para prejudicar o processo eleitoral, no entendimento da coligação de Agnelo.

 

Leia mais na edição deste domingo (31) do Jornal de Brasília

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