A justiça brasileira decidiu hoje que o ex-chefe da Casa Civil José Dirceu e dois antigos membros da cúpula do PT serão processados penalmente pelo escândalo do mensalão.
Dirceu, viagra 100mg que durante os primeiros dois anos e meio de gestão de Lula ocupou o cargo e era considerado seu “braço direito”, purchase deverá responder pelo delito de corrupção ativa.
Segundo a lei brasileira, troche no caso de ser declarado culpado, Dirceu – que também perdeu foi afastado do Congresso por causa do escândalo de corrupção – pode ser condenado a uma pena de entre dois e 12 anos de prisão.
Por esse mesmo delito serão processados Delúbio Soares e José Genoino, que na época dos escândalos eram respectivamente tesoureiro e presidente do PT, partido fundado por Lula em 1980 e com o qual o ex-sindicalista chegou ao poder em janeiro de 2003, sendo reeleito para um segundo mandato em 2006.
Segundo a denúncia do Ministério Público Federal, Dirceu era o “chefe de uma organização criminosa” que se valeu de seu imenso poder no Governo para tecer uma rede de subornos parlamentares, alimentada por recursos obtidos ilegalmente em empresas públicas e privadas.
Na semana passada, nas primeiras vistas do processo, o Supremo já tinha decidido julgar também o ex-ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência Luiz Gushiken e o deputado e ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (SP), ambos do PT.
Também estão entre os que serão processados o ex-ministro de Transporte Anderson Adauto, do PL, os deputados Paulo Rocha e João Magno e o ex-parlamentar Carlos da Silva, todos do PT, assim como uma funcionária do partido e um ex-assessor do Ministério de Transporte.
O escândalo que em 2005 balançou o Governo Lula foi denunciado pelo então deputado Roberto Jefferson, que segundo foi decidido hoje pelo tribunal será processado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Junto com Jefferson, também serão processados o ex-tesoureiro do PTB Emerson Palmieri e o ex-deputado Romeu Queiroz.
Também hoje o Supremo decidiu processar o deputado Valdemar Costa Neto, o ex-deputado Carlos Alberto Rodrigues (Bispo Rodrigues) e outros dois políticos do antigo Partido Liberal, que no ano passado mudou seu nome para Partido Republicano.
Em outra decisão tomada hoje, o Tribunal concordou julgar pelos mesmos delitos de corrupção passiva e lavagem de dinheiro o deputado Pedro Henry (PP-MT) e os ex-deputados Pedro Corrêa e José Janene (os dois também do PP), assim como o ex-assessor da legenda João Cláudio Genu.
O ex-deputado do PMDB José Borba deve responder pelas mesmas acusações. Além disso, foram aceitas acusações de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha contra os empresários Enivaldo Quadrado, Breno Fischerg e Carlos Alberto Quaglia, que teriam participado da arrecadação do dinheiro utilizado para os subornos. No total, dos 40 acusados pelo escândalo, o Supremo já decidiu processar 37.
O órgão, nas decisões tomadas desde quarta-feira passada, quando começaram as vistas do processo, rejeitou as denúncias de corrupção ativa contra o ex-secretário-geral do PT Sílvio Pereira, o único dos antigos dirigentes do partido do Governo envolvidos que se livrou das acusações.
O Supremo Tribunal terá amanhã seu último dia de deliberações sobre o caso e deverá decidir a sorte dos últimos acusados pelo que é considerado o pior escândalo de corrupção no Brasil desde o que, em dezembro de 1992, levou à renúncia do então presidente Fernando Collor de Mello.