LUÍSA MARTINS
FOLHAPRESS
Quando a sessão do STF (Supremo Tribunal Federal) foi suspensa para intervalo, o ministro Flávio Dino se dirigiu ao presidente da corte, Edson Fachin, para fazer um aceno de paz após o embate que havia ocorrido horas antes.
Na breve conversa, narrada à reportagem, Dino disse a Fachin que as críticas proferidas na sessão sobre a postura do presidente do STF em meio à crise histórica da corte não eram de cunho pessoal.
Dino disse que estava defendendo o cumprimento do regimento interno do STF e que elevou o tom porque o próprio Fachin havia se exaltado primeiro.
Durante o julgamento, Dino disse que Fachin avocou à Presidência processos que estavam sob relatoria de outros ministros, e que isso era uma medida que apontava para autoritarismo e tirania.
Ambos chegaram a se desentender no início da sessão em torno das regras regimentais para “apartes” pedidos que ministros fazem para fazer considerações em meio à manifestação de outros colegas.
No fim da primeira parte da sessão, Dino disse que se considerava amigo de Fachin, embora o presidente do STF “pudesse não acreditar”. Dino disse que Fachin era um homem probo, mas que “os bem-intencionados também erram”
DINO E MENDONÇA CONVERSAM NO INTERVALO
Em alas opostas na divisão de forças do STF, os ministros Flávio Dino e André Mendonça tiveram uma conversa durante o intervalo da sessão histórica desta terça-feira.
De acordo com interlocutores de ambos, eles não entraram no mérito do que está sendo julgado no plenário, mas debateram sobre os procedimentos da sessão, definidos pelo presidente do STF, Edson Fachin.
Nesta terça, antes da sessão, Dino pediu a Fachin que investigue uma possível correlação entre o Banco Master, Instituto Iter (ligado a Mendonça) e contratos de serviços cemiteriais no município de São Paulo.
Dino se dirige a Fachin no intervalo da sessão e diz que críticas não foram de cunho pessoal
Ministro disse que estava defendendo o cumprimento do regimento interno do STF e que elevou o tom porque o próprio Fachin havia se exaltado primeiro
Foto: Fellipe Sampaio/STF