Acandidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, classificou hoje de “factóides” as especulações sobre nomes que poderão integrar um eventual governo petista. Ao desautorizar a pressão de aliados por cargos, a petista disse que não considera “correto” discutir o assunto antes das eleições. “Qualquer discussão de nome da minha parte, da minha campanha, é factóide. Eu desautorizo todas as especulações sobre quem quer se seja, ocupar qualquer cargo que seja porque nós não achamos isso eticamente correto. É colocar o carro na frente dos bois”, avaliou.
Dilma disse que seria uma “pretensão” discutir governo durante a campanha e negou ter sido procurada por aliados que já disputam fatias de seu eventual governo – embora nos bastidores os partidos que apoiam o PT já falem abertamente na divisão de cargos. “Nunca falaram para mim [aliados]. Não chegou nenhum partido político da minha base para colocar uma questão dessas na mesa. Até agora, para mim, essa questão só chegou pela imprensa.” A candidata também negou haver disputa dentro de sua coordenação de campanha por espaço em um possível governo petista, especialmente entre os ex-ministros Antônio Palocci e Dirceu.
Mesmo evitando rebater críticas de seu principal adversário, José Serra (PSDB), Dilma acusou o tucano de não honrar sua biografia ao tentar vincular o PT a movimentos radicais. “Parece que eles não aprendem, isso eles já fizeram em 2002. Tentaram ao longo do governo do presidente Lula sistematicamente criar clima de oposição, de tumulto. Eu acho que isso não honra a biografia dele.”
A candidata disse que Serra também tenta fugir da discussão de propostas quando afirma que o PSDB não faz marketing, num recado indireto aos petistas. “Eu acho esse tipo de declaração uma forma de se evadir da questão central numa eleição. A gente tem que discutir proposta, programa, discutir os rumos do Brasil, o que fazer nos próximos quatro anos. Eu não vou rebaixar o nível nem amarrada”.
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