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Desembargadora do TJ-BA é presa suspeita de desvio de sentenças

Segundo investigações, Maria do Socorro estaria destruindo provas e mantendo contato com funcionários, mesmo sob ordens de não o fazê-lo

Por Willian Matos 29/11/2019 12h21

Da redação
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A desembargadora Maria do Socorro Barreto Santiago, ex-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, foi presa nesta sexta-feira (29). Ela é suspeita de integrar um esquema de vendas de sentenças relacionadas à grilagem de terras no oeste do Estado.

Segundo investigações, Maria do Socorro estaria destruindo provas e mantendo contato com funcionários, mesmo sob ordens de não o fazê-lo.

A prisão da desembargadora é decorrente da Operação Joia da Coroa, desdobramento da Operação Faroeste. O ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), autorizou a prisão.

Além da prisão de Maria do Socorro, a PF cumpre três mandados de busca e apreensão em Salvador.

Nesta fase, a PF investiga também a prática dos crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de ativos, evasão de divisas, organização criminosa e tráfico influência.

A magistrada já havia afastada do cargo por 90 dias no dia 19 de novembro, quando também foi alvo de busca e apreensão no âmbito na mesma operação, que determinou o bloqueio de R$ 581 milhões dos suspeitos.
Na ocasião, também foram alvo da Polícia Federal os desembargadores Gesivaldo Britto, Maria da Graça Osório Pimentel e José Olegário Caldas, além dos juízes Marivalda Moutinho e Sérgio Humberto Sampaio – este último também foi preso no último sábado (23).

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