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Política & Poder

Desembargador manda soltar ex-governador Marconi Perillo

Arquivo Geral

11/10/2018 14h27

Foto: Myke Sena/Jornal de Brasília.

O ex-governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), será solto nesta quinta-feira (11), depois de passar a noite na sede da Superintendência da Polícia Federal (PF), em Goiânia. A decisão é do desembargador Olindo Menezes, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).

Perilo foi preso nessa quarta-feira (10), no âmbito da Operação Cash Delivery, ao chegar na PF para prestar depoimento. Ele é suspeito de receber R$ 12 milhões de empreiteiras, antes das eleições de 2010 e 2014. Para o advogado do ex-gestor, Antônio Carlos Almeida, o Kakay, não havia “absolutamente nenhum fato novo” que justificasse a prisão.

No habeas corpus, o desembargador disse que “todas as suspeitas da autoridade policial e do magistrado devem ser apuradas, mas isso não equivale a que os investigados sejam presos de logo, sem culpa formada”.

Ainda no despacho, Olindo completa dizendo que “a prisão preventiva, como modalidade de prisão cautelar penal, é regida pelo princípio da necessidade, pois viola o estado de liberdade de uma pessoa que ainda não foi julgada e que tem a seu favor a presunção constitucional da inocência”.

No domingo, Perillo perdeu a eleição para o Senado em Goiás ao receber apenas 416.613 votos.

Cash Delivery

A Operação Cash Delivery  prendeu cinco pessoas no dia 28 de setembro: Jayme Rincón, o filho dele, Rodrigo Godoi Rincón, Márcio Garcia de Moura – PM e motorista de Rincón –, o empresário Carlos Alberto Pacheco Júnior e o advogado Pablo Rogério de Oliveira. Todos estavam em em endereços ligados ao ex-governador.

Escutas e depoimentos, como o de Jayme Rincón, ex-presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop) e coordenador financeiro de campanha de Perillo em 2010, mostram que a Odebrecht deu dinheiro para campanhas de aliados do ex-governador goiano e que “empreas parceiras” esquentaram os recursos. Um total de R$ 1,2 milhão em propina da Odebrecht irrigou as campanhas de Perillo em 2010 e 2014.

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