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Política & Poder

Deputados dizem que buscarão consenso para mudança no Código Florestal

Arquivo Geral

25/11/2007 0h00

Os deputados Homero Pereira (PR-MT) e Jorge Khoury (DEM-BA), viagra dosage relatores do projeto de lei que propõe mudanças no Código Florestal Brasileiro, for sale reconhecem que o texto não é perfeito, unhealthy mas afirmam que a maior dificuldade para sua aprovação é achar um meio-termo entre os interesses dos produtores rurais e dos ambientalistas, pois dizem que as alterações resultarão em avanços.

“É difícil achar que vamos conseguir fazer um relatório agradando a todos. Isso é impossível, pois sempre haverá os dois extremos, que não vão se sentir contemplados. Mas o foco é exatamente esse”, diz Pereira, relator do projeto na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara. O deputado adiou para quarta-feira a apresentação de seu parecer sobre as alterações na legislação.

Já Khoury defende o projeto como a melhor opção apresentada. “Eu não digo que o projeto está ótimo, mas, até hoje, não vimos nenhuma proposta que permitisse a recomposição das áreas abertas”, comenta, em entrevista à Agência Brasil. O deputado foi relator do projeto na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, onde o texto foi analisado antes de seguir para a Comissão de Agricultura.

Os deputados alegam que, ao oferecer aos proprietários rurais da Amazônia Legal uma alternativa econômica para recuperarem suas reservas legais, o projeto trará avanços práticos para o meio ambiente.

“Chego à conclusão de que é muito melhor termos avanços parciais, mas consistentes”, diz Khoury. “Se alguém apresentar uma proposta que permita ao proprietário de terras na Amazônia Legal desenvolver uma atividade econômica em 20% de seu imóvel e ter a condição de preservar 80%, ótimo. Só que, até hoje, ninguém apresentou. Ficamos discutindo que o Código Florestal exige que se preserve 80%, mas quando você vai ao local, está tudo destruído. Pior do que está, impossível. Melhor recompormos as áreas abertas do que deixá-las como estão. Por isso eu acredito que o projeto é bom”.

Homero Pereira defende o projeto com o mesmo argumento. “Qualquer coisa que você fizer para tentar recompor é melhor do que o que vem ocorrendo hoje. As pessoas que lutam pela conservação tem de entender isso. Iremos recompor com palmáceas que permitam que, além do ganho ambiental, haja um ganho econômico, diferente do que ocorre hoje. Essa é uma linha de pensamento que quem é racional tem de entender”, explica o parlamentar.

Já o diretor de Relações Institucionais da Fundação SOS Mata Atlântica, Mário Mantovani, opina que o projeto dificilmente atingirá o consenso almejado por seus dois relatores na Câmara.

“Do jeito que está, o projeto não vai ter consenso. E não porque os ambientalistas sejam intransigentes, mas porque o setor mais atrasado do ruralismo tomou conta do projeto na base da velha chantagem de que o meio ambiente atrapalha”, disse Mantovani.

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