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Política & Poder

Deputados desistem de modificar texto da CPI da Codeplan

Arquivo Geral

01/09/2010 8h40

Natasha Dal Molin

natasha.dalmolin@jornaldebrasilia.com.br

 

Uma estranha movimentação para ressuscitar a CPI da Codeplan tomou corpo na Câmara Legislativa, levando a uma convocação de uma reunião da CPI para alterações no relatório, que foi aprovado com unanimidade no último dia 25 na Casa. O presidente da comissão, Aguinaldo de Jesus (PRB), depois de ser questionado, disse que “achava melhor” não haver mais reunião. A Mesa Diretora confirmou, no fim da noite de ontem, que não haverá esta nem qualquer outra reunião, já que a CPI está encerrada.

 

A convocação, marcada para as 10h de hoje e cancelada de última hora, seria para alteração do relatório final, divulgado na semana passada. Os distritais estariam sendo “pressionados” pelos citados no documento final, que atingiu mais pessoas do que o relatório da Polícia Federal sobre a Operação Caixa de Pandora, divulgado um dia antes. O documento, assinado pelo relator Paulo Tadeu (PT), pede o indiciamento de 22 pessoas.

 

Segundo o petista, a divulgação da conclusão do relatório incomodou alguns parlamentares, que têm sofrido pressão por parte de autoridades e empresários citados.

 

Três dos cinco integrantes da CPI seriam os desejosos de voltar atrás e engavetar o documento: Raimundo Ribeiro (PSDB), Cristiano Araújo (PTB) e Aguinaldo de Jesus (PRB). “Para isso, desconsiderando a legislação e o próprio Regimento Interno da Casa, foi convocada mais uma reunião para a já encerrada Comissão”, avaliou Tadeu, que diz que não vai acatar qualquer modificação ao relatório aprovado com unanimidade. 

 

Embora tenham dado parecer favorável ao relatório na última semana, eles o teriam feito à contragosto, como foi divulgado na ocasião pelo Jornal de Brasília. “Isso é um absurdo, um escárnio para a imagem da Câmara. O relatório foi lido por três horas em plenário e aprovado por todos. É só olhar as notas taquigráficas e as imagens”, destaca o petista. Além dele, Batista das Cooperativas (PRP) seria o único membro da CPI favorável à aceitação do relatório como foi aprovado.

 

 

Leia mais na edição desta quarta-feira (01) do Jornal de Brasília.

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