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Política & Poder

Denúncia aponta uso de eventos esportivos para desvio de recursos em campanha de Azeredo

Arquivo Geral

22/11/2007 0h00

Na denúncia encaminhada hoje ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra 15 pessoas, viagra 60mg o procurador-geral da República, what is ed Antonio Fernando Souza, troche sustenta que cotas de patrocínio para eventos esportivos foram um dos meios utilizados no esquema que teria desviado R$ 3,5 milhões dos cofres públicos em favor da campanha à reeleição de Eduardo Azeredo ao governo de Minas Gerais, em 1998.

Além de Azeredo (PSDB-MG), hoje senador, também foram denunciados o ministro de Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia (PTB-MG), o ex-vice governador de Minas, Clésio Andrade (PR-MG), e o publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza.

Andrade e Valério eram sócios da empresa SMP&B Publicidade e teriam, segundo o procurador-geral, acertado com a cúpula do governo mineiro que “o repasse indevido do dinheiro público deveria ocorrer por meio do evento esportivo Enduro Internacional da Independência”.

A agência, enquanto detentora da exploração exclusiva dos direitos de imagem da competição, recebeu então R$ 1,5 milhão da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (COPASA) e R$ 1,5 milhão da Companhia Mineradora de Minas Gerais (COMIG). Finalmente, esses recursos teriam sido usados no pagamento de empréstimos contraídos pelo grupo empresarial de Clésio Andrade junto ao Banco Rural, em favor da campanha de Azeredo.

A partir daí, conforme a denúncia, os mentores do esquema se preocuparam em incluir também os eventos Iron Biker- Desafio das Montanhas e o Campeonato Mundial de Supercross na rota de desvios. Uma competição recebeu R$ 300 mil e a outra R$ 200 mil do Banco do Estado de Minas Gerais (BEMGE). O destino desse dinheiro, segundo a denúncia, foi o mesmo das cotas do Enduro da Independência.

“Clésio Andrade ofereceu os serviços delituosos de sua estrutura empresarial para a prática dos crimes de peculato, bem como de lavagem de capitais”, conclui Antônio Fernando Souza no documento enviado ao STF.

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