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Política & Poder

Defesa de Daniel Vorcaro se recusa a liberar senha de celular apreendido pela PF

Sob alegação de proteção à privacidade, advogado afirma que acesso poderia expor relações pessoais sem vínculo com o Banco Master

Redação Jornal de Brasília

29/01/2026 20h00

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Daniel Vorcaro

Durante depoimento à Polícia Federal, em 30 de dezembro de 2025, o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, não autorizou o fornecimento da senha de seu celular apreendido na Operação Compliance Zero. A negativa foi apresentada por seu advogado, Roberto Podval, que alegou risco à privacidade pessoal do investigado.

Segundo a defesa, o conteúdo do aparelho poderia expor informações íntimas sem relação com as atividades bancárias investigadas. A posição foi registrada em vídeo durante o depoimento realizado na sede do Supremo Tribunal Federal. As imagens, às quais o Poder360 teve acesso, mostram Podval afirmando: “O sigilo das comunicações dele [Vorcaro] –e a nossa preocupação– menos tem a ver com qualquer relação comercial do banco empresarial, mas com relações pessoais e privadas”.

Ainda durante o depoimento, o advogado disse que a delegada responsável pelo caso, Janaína Palazzo, havia solicitado acesso ao celular com promessa de “sigilo absoluto”. No entanto, a defesa afirmou haver vazamentos frequentes da investigação, o que aumentaria o risco de exposição indevida. A Polícia Federal não informou se conseguiu descriptografar o aparelho apreendido quando Vorcaro foi preso, em 17 de novembro de 2025.

Debate ocorreu durante acareação no STF

O tema voltou à tona no início da acareação entre Vorcaro e Paulo Henrique Costa, ex-diretor do Banco de Brasília (BRB). Na ocasião, Podval reclamou do vazamento das perguntas da PF à imprensa e pediu apuração em inquérito separado. “O sigilo era absoluto e não deu 20 minutos as questões estavam todas ali colocadas [na imprensa]”, declarou.

O depoimento ocorreu no âmbito do inquérito relatado pelo ministro Dias Toffoli, que autorizou, em 14 de janeiro, a segunda fase da Operação Compliance Zero. As provas recolhidas, incluindo celulares apreendidos, estão sob análise de peritos federais indicados pelo STF.

A investigação apura suposto esquema de fraudes bilionárias contra o sistema financeiro, envolvendo o Banco Master e fundos de investimento. Segundo o Ministério Público Federal, o modelo consistia na circulação artificial de ativos para inflar resultados financeiros. O caso segue em apuração e permanece sob sigilo judicial.

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