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Política & Poder

Defesa de Bolsonaro nega ciência de vídeo gravado por Eduardo

Advogados do ex-presidente informam ao STF que ele não teve acesso prévio ao material durante prisão domiciliar.

Redação Jornal de Brasília

30/03/2026 17h31

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A defesa de Jair Bolsonaro informou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira (30), que o ex-presidente não teve ciência prévia da gravação de um vídeo feita por seu filho, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro.

A manifestação responde a um prazo de 24 horas determinado pelo ministro Alexandre de Moraes para explicar o suposto acesso ao material, enquanto Bolsonaro cumpre prisão domiciliar. O pedido surgiu após Eduardo afirmar, em redes sociais, que enviaria a gravação ao pai, feita durante sua participação em um evento de políticos de direita nos Estados Unidos. No vídeo, Eduardo disse: “Vocês sabem por que eu estou fazendo esse vídeo? Porque eu estou mostrando para o meu pai”.

Bolsonaro está proibido de utilizar celulares ou qualquer meio de comunicação externa, direta ou por intermédio de terceiros, durante o cumprimento da prisão domiciliar. Os advogados negaram qualquer participação do ex-presidente no episódio, atribuindo a ação a um “terceiro”, e reafirmaram o cumprimento integral das restrições impostas.

“O peticionário vem observando de forma rigorosa, integral e permanente todas as condições fixadas para o cumprimento da prisão domiciliar humanitária, especialmente as vedações relativas ao uso de aparelhos de comunicação, utilização de redes sociais e gravação de vídeos ou áudios, diretamente ou por intermédio de terceiros, comprometendo-se a permanecer em absoluto cumprimento dessas e das demais medidas impostas”, declarou a defesa.

Além disso, os advogados negaram qualquer contato com terceiros durante o período de prisão domiciliar. “Não há qualquer dado objetivo que indique comunicação atual, direta ou indireta, com o peticionário, tampouco gravação reprodução ou utilização de qualquer meio vedado no âmbito da prisão domiciliar humanitária temporária”, completou a manifestação.

Na semana passada, Moraes concedeu prisão domiciliar temporária de 90 dias a Bolsonaro, para que ele se recupere de uma broncopneumonia. O ex-presidente foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão na ação penal relacionada à trama golpista.

Com informações da Agência Brasil

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