Natasha Dal Molin
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O debate entre os candidatos ao GDF, quinta-feira à noite na Band, não teve “vencedores”. Esta foi a análise dos especialistas ouvidos pelo Jornal de Brasília. Sem grandes surpresas, o encontro dos possíveis governantes na televisão seguiu morno, seguido de ataques unidirecionais ao candidato melhor avaliado nas pesquisas de intenção de votos, o ex-governador Joaquim Roriz (PSC).
Na avaliação do professor da área de Comunicação Política da Universidade de Brasília (UnB) e especialista em Marketing político Hélio Doyle, cada candidato cumpriu o papel que lhe era previsto. “Esse debate não teve grande importância, não só pela questão da audiência, que deve ter sido baixa, mas porque não trouxe nada muito novo”, afirmou.
Horário ruim
“Não houve uma vitória ou um empate que ajude a pessoa comum a definir o candidato”, analisa Doyle, que já atuou lados opostos – nas campanhas de Maria de Lourdes Abadia (PSDB), Roriz (PSC, ex-PMDB) e Cristovam Buarque (PDT, ex-PT). Segundo o professor, o destaque ficou para os “livre-atiradores”, aqueles candidatos com pequenos percentuais na pesquisa. Entre os candidatos Eduardo Brandão (PV) e Toninho do PSOL, ele aposta no segundo, por ter se portado mais ativamente. “Mas nada excepcional”, pondera.
Para o coordenador do Núcleo de Estudo de Mídia e Política da UnB, Luiz Gonzaga Motta, o debate não provocou mudanças estruturais na divisão de votos no DF. “O que pode acontecer como consequência é uma pequena diferença favorável ao Toninho do PSOL, que pode dobrar o número de votos”, avalia.
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