Política & Poder

Datafolha: Em Minas, Lula tem 48% contra 28% de Bolsonaro no 1º turno

Em terceiro lugar está Ciro Gomes (PDT) com 8%, seguido de André Janones (Avante) com 3% e Simone Tebet (MDB) com 2%

Carolina Linhares
São Paulo, SP

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida presidencial em Minas Gerais com 48% das intenções de voto contra 28% do seu principal adversário, o presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em terceiro lugar está Ciro Gomes (PDT) com 8%, seguido de André Janones (Avante) com 3% e Simone Tebet (MDB) com 2%.

Vera Lúcia (PSTU) e Luciano Bivar (União Brasil) têm 1% cada um. Não pontuaram Pablo Marçal (Pros), Sofia Manzano (PCB), Felipe d’Avila (Novo), General Santos Cruz (Podemos), Eymael (DC) e Leonardo Péricles (UP).

Não sabem em quem votar 4% dos entrevistados, e 6% indicaram voto nulo, branco ou em nenhum.
Na pesquisa espontânea, Lula marca 37% contra 25% de Bolsonaro e 2% de Ciro entre os mineiros. Outros 28% não sabem em quem votar.

A pesquisa Datafolha, contratada pelo jornal Folha de S.Paulo, ouviu 1.204 pessoas em 52 municípios de Minas Gerais entre quarta-feira (29) e sexta-feira (1º). A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento foi registrado no TSE com os números MG-07688/2022 e BR-08684/2022.

O levantamento reforça dois fenômenos eleitorais de Minas Gerais. Primeiramente, o fato de ser um estado síntese, a unidade da federação que melhor reflete os resultados das eleições presidenciais desde a redemocratização. Os presidentes eleitos no país também triunfaram nas urnas mineiras.

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A pesquisa nacional do Datafolha, divulgada na semana passada, traz os índices encontrados em Minas Gerais, com variação apenas na margem de erro. No país, Lula marca 47% e Bolsonaro também tem 28%. Ciro repete os 8%.

Minas Gerais é o segundo maior colégio eleitoral do país, com 15,9 milhões de eleitores, o que representa 10,4% dos 152,3 milhões de brasileiros registrados para votar.

No estado, Lula marca 57% entre jovens de 16 a 24 anos; 55% entre quem tem ensino fundamental; 35% entre quem recebe mais de dez salários mínimos; 40% entre brancos; 37% entre evangélicos e 54% entre donas de casa.

Bolsonaro pontua 35% entre quem tem ensino superior; 20% entre quem recebe até dois salários mínimos; 42% entre evangélicos; 17% entre desempregados; 53% entre heterossexuais e 30% entre quem tem mais de 60 anos.

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Minas Gerais também tem resultados semelhantes aos do país na rejeição dos candidatos. Não votariam em Bolsonaro 55% dos mineiros (mesmo índice nacional).

Já a rejeição de Lula é de 36% em Minas Gerais e de 35% no Brasil. Ciro marca 28% e 24% respectivamente.

Ainda em relação à rejeição no estado, Santos Cruz tem 14%, Bivar (12%), Tebet (12%), Vera Lúcia (12%), Janones (12%), Sofia Manzano (11%), d’Avila (11%), Eymael (10%), Marçal (10%) e Péricles (9%).

A rejeição de Bolsonaro varia para 57% entre as mulheres, 59% entre moradores da capital, 42% entre quem tem de cinco a dez salários mínimos e 37% entre empresários.

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Lula tem índice de rejeição de 47% entre quem tem ensino superior, 34% entre mulheres, 21% entre católicos e 41% entre brancos.

Em Minas Gerais, Lula apoia o ex-prefeito Alexandre Kalil (PSD) para o governo, enquanto Bolsonaro indica publicamente seu apoio ao governador Romeu Zema (Novo). O Datafolha mostrou que Zema marca 48% ante 21% de Kalil.

O segundo fenômeno mineiro é agora identificado no voto “Lulema”, já percebido entre os estrategistas das campanhas no estado. O desencontro do voto nacional e local em relação à ideologia já levou à vitória de Lula e de Aécio Neves (PSDB) no estado em 2002 e 2006.

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Embora o PT faça parte da coligação de Kalil, os eleitores de Lula preferem Zema (38%) ao ex-prefeito (31%). Aqueles que indicam voto em Bolsonaro se dividem entre Zema (71%) e Kalil (8%).

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O Datafolha mostrou ainda que Bolsonaro é um padrinho que atrapalha em Minas -55% declaram que não votariam em candidato apoiado por ele, índice que é de 43% para Lula.

O instituto perguntou também sobre a avaliação do governo Bolsonaro em Minas Gerais. A maior parte (44%) declarou que a gestão é ruim ou péssima, índice que vai a 47% na média do país.

Outros 30% consideram o governo federal ótimo ou bom (são 26% no Brasil), e 25% dos mineiros a veem como regular (26% nacionalmente).

Como mostrou o jornal Folha de S.Paulo no mês passado, dados da Justiça Eleitoral reforçam ser Minas Gerais a parte que melhor representa o todo, com os resultados mais semelhantes aos do país em diferentes indicadores.

Com comportamento de um estado-pêndulo, Minas ajudou a eleger ora candidatos à esquerda, ora à direita.

Segundo especialistas, a principal explicação é o fato de o estado ser também o que melhor resume o país em sua diversidade, em termos geográficos, demográficos e socioeconômicos.

Matéria publicada em 1 de julho de 2022 22:04

FolhaPress

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