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Política & Poder

Datafolha: 13% citam desinteresse como motivo para abstenção no 1º turno

Viagem ou ausência da cidade foi o motivo citado por 19% dos eleitores que não votaram, enquanto questões de saúde e doença surgiram nas respostas de 18%

Redação Jornal de Brasília

09/10/2026 19h04

Foto: Fábio Pozzebom/Agência Brasil

ARTHUR GUIMARÃES DE OLIVEIRA
FOLHAPRESS


A abstenção no primeiro turno das eleições deste ano bateu recorde: 21,08%. Foram mais de 33 milhões de pessoas que deixaram de votar no último dia 4. Novo recorte de pesquisa Datafolha divulgado nesta sexta-feira (9) traz motivos relacionados ao não comparecimento.

De acordo com o levantamento, entre os eleitores que declararam não ter ido às urnas no último domingo, 19% apontaram viagem ou não estar na cidade como razão para a ausência; saúde e doença surgiram nas respostas de 18%.

Além disso, uma parcela de 13% citou desinteresse pela eleição, pelos candidatos ou falta de candidato como motivo, enquanto outros 9% afirmaram estar trabalhando e 7% não ter documentos.

Uma fatia de 6% mencionou distância do local de votação, e 5%, outros compromissos. Fila e local de votação cheio foram citados por 4%, e idade também 4%. Outros motivos somam 17%. Não sabem 3%.

A resposta ao questionamento sobre os motivos da abstenção é espontânea e múltipla, ou seja, as opções não são previamente apresentadas aos entrevistados, e estes podem indicar mais de uma razão.

O Datafolha ouviu 2.520 eleitores em 153 municípios espalhados pelo Brasil. As entrevistadas foram feitas em pontos de fluxo populacional por meio de abordagem pessoal. A margem de erro máxima prevista é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%.

O trabalho, encomendado pela Folha e pela TV Globo, é o primeiro desde o primeiro turno das eleições.

Ele está registrado no sistema do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o código BR-02949/2026.

A abstenção é uma variável importante para o confronto entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT). Na primeira etapa, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) registrou 47,03% dos votos, ante 45,16% do candidato à reeleição. Como mostrou a Folha, a taxa de não comparecimento é uma das explicações usadas para fundamentar a dianteira do senador sobre o petista.

A tentativa de reduzir a abstenção inclusive foi uma das tônicas da reta final da campanha petista e voltou a figurar entre as apostas do atual presidente para o segundo turno. Na pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta (9), Flávio aparece com 52% das intenções em votos válidos, ante 48% de Lula.

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