Em pronunciamento no Plenário do Senado nesta segunda-feira (23), a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) defendeu a prorrogação da CPMI do INSS, argumentando que a comissão ainda pode avançar nas investigações de fraudes previdenciárias.
A parlamentar pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator das ações relacionadas às fraudes no INSS, que avalie o pedido de extensão dos trabalhos por meio de mandado de segurança, anunciado pela presidência do colegiado.
— Essa CPMI do INSS já prestou um grande serviço para o Brasil, mas a gente pode continuar. Nós ainda podemos fazer grandes entregas. Eu quero fazer um apelo ao ministro André Mendonça, porque eu acho que, internamente, essa prorrogação não vai acontecer. Há sinalizações de que as duas Casas não têm interesse, nem na CPMI do [Banco] Master — disse, referindo-se à possibilidade de uma nova comissão para tratar do escândalo envolvendo a instituição financeira liquidada pelo Banco Central.
No mesmo discurso, Damares destacou a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) favorável à concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente internado em um hospital do Distrito Federal. Segundo ela, o posicionamento considera a situação de saúde e elementos apresentados no processo, com a decisão cabendo ao ministro Alexandre de Moraes.
— Nós estamos apelando por uma prisão humanitária. Se o senhor tomar essa decisão, vai sinalizar para o Brasil que é a hora e que agora realmente a gente consegue virar a página. Está nas suas mãos, ministro Alexandre, a vida do presidente Bolsonaro. O senhor vai entender lendo os novos documentos juntados aos autos — afirmou a senadora.
Com informações da Agência Senado