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Política & Poder

Cunhado de Vorcaro troca de advogados para tentar fazer delação premiada

Fabiano Zettel, apontado como operador financeiro do esquema, passa a ser defendido por advogado ligado a Bolsonaro enquanto PF aprofunda apurações

Redação Jornal de Brasília

25/03/2026 12h54

Foto: Reprodução/ Linkedin

Foto: Reprodução/ Linkedin

JOÃO GABRIEL
FOLHAPRESS

Fabiano Zettel, cunhado do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e também preso durante investigações contra as fraudes do Banco Master, trocou sua equipe de defesa e mira conseguir fechar um acordo de delação premiada.

Em nota divulgada nesta quarta-feira (25), os advogados Maurício Campos Jr., Juliano Brasileiro e João Victor Assunção anunciaram que deixaram seus postos.

Quem assume a defesa de Zettel no Supremo Tribunal Federal (STF) é Celso Vilardi, que também é advogado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e já atuou em casos do Mensalão e da Lava Jato.

Recentemente, Daniel Vorcaro também começou a negociar com as autoridades um possível acordo de delação premiada.

Zettel foi pastor da Igreja Batista da Lagoinha e diretor do Banco Master. É casado com Natália Vorcaro, irmã do ex-banqueiro.

Como mostrou a Folha de S.Paulo, a PF (Polícia Federal) vê o cunhado de Daniel Vorcaro como uma peça-chave no esquema de fraude bilionária ao sistema financeiro.

Zettel é apontado como o principal operador financeiro do ex-banqueiro e a análise da rede financeira ligada a ele é vista por investigadores como peça central para a abertura de novos flancos nas investigações do Master.

A partir de um cruzamento entre o diálogo dele e de Vorcaro e das movimentações financeiras obtidas nas quebras de sigilo, a polícia tenta identificar se, de fato, esses pagamentos ocorreram.

Se sim, irão avaliar se eles são legítimos -e têm relação com alguma prestação de serviço- ou se há indícios de irregularidades.

Como a Folha de S.Paulo mostrou, já há suspeitas de crimes financeiros em fundos de Zettel ligados ao resort Tayayá, do qual uma empresa da família do ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), foi sócia.

Zettel foi preso duas vezes. A primeira delas, de forma temporária, por ordem de Dias Toffoli em 14 de janeiro. A segunda, em março, já com a operação sob a supervisão de André Mendonça.

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