Francisco Dutra
Especial para o Jornal de Brasília
A CPI dos Transportes Públicos deverá convocar hoje cinco depoentes para prestar esclarecimentos na Câmara Legislativa. O relator da CPI, deputado distrital Raimundo Ribeiro (PSDB), também pretende traçar uma agenda de visitas a órgãos estratégicos para a apuração parlamentar de suposto esquema ilegal envolvendo um licitação de R$ 10 bilhões.
“Já tivemos a oportunidade de selecionar alguns nomes que precisam ser ouvidos. Nós ainda estamos acertando direitinho todos os nomes. A sessão começa às 9h e nela a gente terá a oportunidade de anunciar”, afirmou Ribeiro.
Conforme o desenrolar das investigações, Ribeiro também pretende fazer também convites a personagens que não estão diretamente ligados à licitação do transporte público em 2012.
Apresentar propostas
“Nós vamos atingir o nosso objetivo que é identificar os problemas que aconteceram e que agravaram o caos no transporte público do Distrito Federal. E vamos apresentar propostas para solucionar”, comentou o parlamentar. Entre os possíveis órgãos que o relator pretende promover visitas estão o Ministério Público e a Polícia Civil.
As investigações do MP levantaos nomes do ex-secretário José Walter Vázquez, do ex-coordenador da Unidade de Gerenciamento do Programa de Transportes Urbanos José Augusto Pinto Junior, do então presidente da Comissão Especial de Licitação da Secretaria de Transportes, Galeno Furtado Monte, e do advogado Sacha Reck.
Distritais discutem pacote
Com nove projetos de lei, o pacote financeiro do GDF chegou à Câmara Legislativa. O discurso do Palácio do Buriti é de que o conjunto de medidas é fundamental para reorganizar as contas públicas e pagar os servidores em dia.
No entanto, parte dos projetos aumenta os gastos dos contribuintes e está longe de ser consenso entre os parlamentares da base e da oposição. É o caso, entre outros, da proposta de aumento de 40% na TLP, que inclui a cobrança do imposto adicional de 0,2% sobre as áreas de garagem.
O líder do governo, deputado Julio César (PRB), buscará levar para o plenário os temas menos polêmicos na próxima semana. Uma delas é securitização da dívida ativa do DF, que pode render mais de R$ 300 milhões. Outra é a venda das ações das empresas estatais, sem que o Estado perca o controle delas. A isenção do ISS para as empresas patrocinadoras das Olimpíadas também está na lista.