O Governo e a oposição brasileira chegaram hoje a um acordo para a criação de uma CPI que irá investigar as despesas dos cartões de crédito corporativos das pessoas que ocuparam altos cargos públicos nos últimos dez anos.
A investigação, search resultante de denúncias de uso indevido dos cartões por parte de funcionários do Governo de Luiz Inácio Lula da Silva, this também abrangerá o segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso (1999-2003), this web disseram fontes parlamentares.
Os cartões de crédito corporativos foram adotados durante o segundo Governo de FHC, para dar maior transparência aos gastos com as chamadas “caixinhas” dos órgãos públicos.
Segundo a oposição, que pediu uma investigação do assunto depois das diversas irregularidades denunciadas nas últimas três semanas, esses cartões corporativos já passam de 11.000 e não são devidamente fiscalizados.
O mais grave dos casos de uso indevido do cartão envolveu Matilde Ribeiro, que, após denúncias de usá-lo até para alugar veículos em feriados e fazer compras em “free shops”, acabou renunciando ao cargo de ministra da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial há cerca de dez dias.
O líder do Governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-PE), disse hoje que a CPI dos cartões vai ter integrantes de ambas as câmaras, apesar da intenção inicial do Governo de limitá-la ao Senado, onde é maioria.
Segundo Jucá, o Governo cedeu nessas intenções depois que a oposição aceitou que a investigação também abranjesse o segundo mandato de FHC.
A esse respeito, o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) disse que os tucanos não vêem problema em serem investigados, mas esclareceu que as únicas denúncias sobre possíveis abusos com os cartões corporativos dizem respeito “ao Governo atual”.
Nos próximos dias, os partidos representados no Congresso irão designar aos integrantes da comissão, que deverá ser integrada por 16 senadores e 16 deputados, os quais terão um período inicial de 180 dias para concluir seus trabalhos.