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Política & Poder

CPI do INSS pede que Mendonça devolva à comissão documentos de Vorcaro após Toffoli deixar caso

Presidente do colegiado diz que arquivos referentes às quebras de sigilo do banqueiro são importantes para elaboração do relatório final

Redação Jornal de Brasília

13/02/2026 17h26

Isadora Albernaz
Folhapress


O presidente da CPI mista do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), senador Carlos Viana (Podemos-MG), pediu nesta sexta (13) ao novo relator do caso do Banco Master no STF (Supremo Tribunal Federal), ministro André Mendonça, que os documentos referentes às quebras de sigilo bancário, fiscal e telefônico do banqueiro Daniel Vorcaro sejam devolvidos ao colegiado.

Segundo o parlamentar, o acesso aos arquivos é importante para consolidar as provas colhidas e para avançar com a elaboração do relatório final. “A Comissão tem o dever constitucional de apurar os fatos com profundidade, respeito ao devido processo legal e total transparência”, escreveu no X (ex-Twitter).

O pedido de devolução dos documentos foi feito um dia depois de Mendonça ser escolhido para substituir Dias Toffoli no inquérito que investiga um esquema de fraudes bilionárias envolvendo o banco de Vorcaro.

Carlos Viana também afirmou que terá uma reunião com Mendonça na primeira semana após o feriado de Carnaval para discutir a “cooperação entre os Poderes” nos trabalhos da comissão que apura os descontos indevidos de aposentados e pensionistas do INSS.

O senador reforçou que Daniel Vorcaro será ouvido pela CPI do INSS em 26 de fevereiro. O relator do colegiado, deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), afirmou que o depoimento será focado nos empréstimos consignados oferecidos pelo Master.

Os documentos de Vorcaro foram retirados da CPI do INSS, em dezembro, por decisão do antigo relator do caso Master. Toffoli deixou o processo na noite de quinta (12) após sofrer uma pressão intensificada depois que a Folha revelou conexões entre o ministro, o resort Tayayá e o banco de Vorcaro.

Na época da retirada dos documentos da CPI, o presidente do colegiado disse ter recebido com “indignação” a decisão, a qual classificou como “estranha” e “grave”. Posteriormente, ele e Toffoli chegaram a se reunir, mas a medida não foi revertida.

À época, o ministro negou o pedido de anulação das quebras de sigilos telemático, bancário e fiscal feito pela defesa de Vorcaro, mas, como a decisão se deu em caráter provisório, o magistrado determinou que o material colhido até o momento seguisse para a Presidência do Senado até decisão posterior da corte.

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