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Política & Poder

CPI do Crime Organizado ouve presidente do Coaf sobre lavagem de dinheiro

A comissão parlamentar no Senado debate o papel do órgão no combate a organizações criminosas e esquemas envolvendo fintechs.

Redação Jornal de Brasília

30/03/2026 15h42

Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

A CPI do Crime Organizado no Senado ouvirá nesta quarta-feira (1º), a partir das 9h, o presidente do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), Ricardo Andrade Saadi. O depoimento, solicitado por requerimentos dos senadores Angelo Coronel (Republicanos-BA), Jorge Kajuru (PSB-GO) e Eduardo Girão (Novo-CE), visa discutir o papel do Coaf no combate a organizações criminosas.

Entre os temas a serem abordados estão a detecção e monitoramento de dinheiro suspeito, a identificação de empresas de fachada e redes de ‘laranjas’, a relação entre tráfico, milícias e corrupção, além de um diagnóstico sobre a autonomia e os recursos do órgão. Saadi também deve falar sobre o uso da rede bancária por organizações criminosas para lavagem de dinheiro por meio de empresas de tecnologia conhecidas como fintechs.

Na mesma data, será ouvido Leonardo Augusto Furtado Palhares, administrador da Varajo Consultoria Empresarial Sociedade Unipessoal. Ele está usando tornozeleira eletrônica por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a Polícia Federal, Palhares participou de contratos simulados para camuflar pagamentos ilícitos a servidores do Banco Central (BC) investigados na Operação Compliance Zero.

Palhares foi convocado por requerimento (REQ 240/2026) do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI. De acordo com a PF, ele teria utilizado sua empresa para contratos falsos de prestação de serviços que disfarçavam pagamentos ilegais a funcionários do BC, principalmente a Belline Santana, que chefiava a área de fiscalização bancária. A suspeita é que esses servidores foram remunerados para vazar informações sigilosas e ajudar o Banco Master a contornar fiscalizações do BC.

Alessandro Vieira afirma que o dinheiro circulava por várias empresas para dificultar o rastreamento. O mesmo esquema teria sido usado para pagar membros do grupo chamado ‘Turma’, ligado a Vorcaro. O senador pretende esclarecer como o dinheiro entrava e saía da Varajo Consultoria, como os servidores foram cooptados e se a empresa foi envolvida em outros esquemas de lavagem de dinheiro.

Com informações da Agência Senado

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