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Política & Poder

CPI do Crime Organizado no Senado não será prorrogada

Relator Alessandro Vieira critica decisão de Davi Alcolumbre, que cita calendário eleitoral para manter encerramento em 14 de maio.

Redação Jornal de Brasília

08/04/2026 12h04

renato sérgio de lima na cpi do crime organizado. (1)

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado do Senado não será prorrogada, conforme decisão do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP). O relator da comissão, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), pediu a extensão dos trabalhos por 60 dias, mas Alcolumbre comunicou sua recusa no início da tarde desta terça-feira (7).

Vieira justificou o pedido destacando a necessidade de continuar as investigações sobre fatos graves, como a infiltração de grupos criminosos em instâncias públicas no Rio de Janeiro e o caso do Banco Master. Segundo o relator, esta decisão representa um desserviço ao Brasil, pois interrompe apurações cruciais sobre criminalidade violenta e corrupção nos poderes da República.

Durante a sessão plenária do Senado nessa terça-feira, Vieira declarou publicamente sua discordância. Ele descreveu o Banco Master não como uma instituição financeira, mas como uma organização criminosa envolvida em lavagem de dinheiro, estelionato, corrupção e fraudes, que prestou serviços a figuras importantes nos três poderes federais.

Alcolumbre alegou que seria inadequado prorrogar a CPI às vésperas do início do calendário eleitoral deste ano, justificando o encerramento dos trabalhos para o próximo dia 14. O presidente da Casa não se manifestou sobre as críticas de Vieira durante a sessão.

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