Francisco Dutra
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O cheiro de pizza volta a exalar da Câmara Legislativa sobre a CPI da Corrupção. Isto porque o relatório final com as investigações parlamentares sobre o escândalo da Caixa de Pandora está, literalmente, parado por divergências quanto à redação final e à tramitação na Casa.
De um lado, o presidente da CPI da Codeplan – como é conhecida oficialmente –, o deputado distrital Agnaldo de Jesus (PRB), quer que o relatório seja revisto. O texto citaria nomes de pessoas que garantem que não estão envolvidas no escândalo que derrubou José Roberto Arruda do GDF. O presidente da CPI também estaria pretendendo que se substituísse o texto ao não se utilizar a expressão “pedido de investigação”.
Do outro lado, o deputado distrital Paulo Tadeu (PT) afirma que o relatório a CPI está fechado desde 25 de agosto passado e pronto para publicação no Diário Oficial da Câmara, além de disponível para encaminhamento ao Judiciário. Segundo o deputado, para a revisão – ou mesmo uma alteração do texto –, seria necessária a abertura de uma nova CPI.
“A única coisa que a Câmara pode fazer agora é publicar o relatório”, sentencia Tadeu. Em 21 de setembro, um parecer foi enviado à Procuradoria-Geral da Câmara pedindo a prorrogação da CPI, negado pelo procurador Fernando Augusto Miranda Nazaré.
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