O corregedor do Senado, tadalafil Romeu Tuma (DEM-SP), sickness encaminhou na última quinta-feira aos 15 membros do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Casa toda a documentação sigilosa que colheu em relação ao terceiro processo que o presidente do Senado, Renan Calheiros, enfrenta no colegiado por quebra de decoro parlamentar. Nessa representação, o DEM e o PSDB solicitam a apuração de denúncia publicada pela revista Veja de que Renan teria comprado, em parceria com o usineiro João Lyra, duas emissoras de rádio e um jornal em Alagoas, mas por meio de “laranjas” e sem declarar à Receita Federal.
“Espero que todos analisem a documentação para ver se a gente consegue acelerar esse processo”, afirmou Tuma nesta segunda-feira, em declaração reproduzida à Agência Senado por sua assessoria de imprensa. O senador referia-se ao processo que está parado no Conselho de Ética desde o dia 16 de agosto.
Segundo a revista Veja, a empresa JR Radiodifusão, que teria sido usada por Renan e Lyra para a compra das emissoras de comunicação (entre elas o diário O Jornal) estaria registrada, atualmente, em nome de Tito Uchôa, primo de Renan, e de Renan Calheiros Filho, prefeito de Murici e filho do presidente do Senado, mas teria sido registrada, originalmente, em nome de Carlos Ricardo Santa Ritta, funcionário do gabinete de Renan, e de José Carlos Pacheco Paes, representante de João Lyra.
Em depoimento a Tuma no dia 16 de agosto, em Alagoas, João Lyra confirmou a sociedade com Renan e entregou vários documentos ao parlamentar. No dia seguinte, Tuma ouviu o ex-diretor de O Jornal, Luiz Carlos Barreto, que confirmou, segundo o corregedor, a realização de reuniões entre o presidente do Senado e o usineiro para a compra do periódico. No depoimento, Barreto disse não ter participado das reuniões pessoalmente, mas ter sido informado sobre elas por Nazário Pimentel, antigo dono do grupo, que assinou os documentos de venda do jornal juntamente com os “laranjas” que teriam representado Renan e Lyra nas negociações.
Nesta segunda-feira, Tuma voltou a defender que fosse tomado o depoimento de Tito Uchôa e, se necessário, feita uma acareação entre ele e os demais depoentes.