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Política & Poder

Conselho de Ética da Câmara ouve ex-assessora do Ministério da Saúde

Arquivo Geral

31/10/2006 0h00

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar ouvirá nesta tarde o depoimento da ex-funcionária do Ministério da Saúde Maria da Penha Lino. Acusada de participar do esquema de fraudes na compra de ambulâncias, approved and Maria da Penha deverá depor como testemunha de acusação comum a todos os processos contra parlamentares suspeitos.

Antes de assumir o cargo no gabinete do então ministro, Saraiva Felipe, Maria da Penha trabalhou na empresa Planam, que coordenava o esquema. Ao depor na Polícia Federal em Cuiabá (MT), no início do inquérito, ela identificou 82 deputados que receberiam propina em troca de emendas para compra de ambulâncias. A CPI dos Sanguessugas, no entanto, acusou 69 – dos quais dois renunciaram.

A Câmara terá até 20 de fevereiro para analisar os processos por quebra de decoro parlamentar contra os 67 deputados acusados de envolvimento na Máfia das ambulâncias. Dos deputados supostamente envolvidos, cinco se reelegeram: João Magalhães (PMDB-MG), Marcondes Gadelha (PSB-PB), Pedro Henry (PP-MT), Wellington Fagundes (PL-MT) e Wellington Roberto (PL-PB).

O presidente do Conselho de Ética, deputado Ricardo Izar (PTB-SP), ainda aguarda resposta do juiz federal Jefferson Schneider, responsável pelo caso em Cuiabá, sobre a possibilidade de o empresário Luiz Antônio Vedoin, que está preso, vir a Brasília depor perante o conselho nas dependências da Polícia Federal. Caso não seja possível a vinda dele, os integrantes do conselho deverão ir a Cuiabá, onde ouvirão também o pai de Luiz Antônio, Darci Vedoin.

Os depoimentos dos empresários servirão para todos os processos analisados pelo colegiado. A idéia inicial era que eles fossem ouvidos no próprio plenário do conselho, mas um ato da Mesa Diretora, editado em julho, proíbe depoimentos de presos nas dependências da Câmara.

A proibição tinha por objetivo, inicialmente, impedir que Marcos Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), prestasse depoimento no Congresso.

 

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