Da Redação
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O julgamento do recurso de Joaquim Roriz (PSC) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ontem à noite, nem tinha começado e os ânimos da claque rorizista já estavam exaltados. A tal ponto de, flagrados recebendo lanche de coordenadores da campanha do ex-governador, perderem a linha e tentarem agredir os fotógrafos Andressa Anholete, do Jornal de Brasília, e Antônio Cunha, do Correio Braziliense.
Já se sabia que os rorizistas iam para a porta do TSE tentar, na base da pressão, mudar a situação em favor do ex-governador – que desde a decisão do Tribunal Regional Eleitoral era complicada. Mas as bandeiras e a gritaria não foram capazes de evitar a derrota acachapante do candidato do PSC, por 6 x 1.
Pesquisa
Antes do julgamento no TSE, a Assessoria de Roriz fez circular pesquisa de opinião realizada pelo Instituto Soma que o coloca nada menos que 10 pontos percentuais à frente do seu principal adversário, Agnelo Queiroz. Pelo levantamento, o ex-governador tem 44% contra 34% do petista.
A pesquisa ouviu 1.008 eleitores, em 23 regiões administrativas do DF, entre os dias 24 e 27 de agosto. A sondagem aponta ainda que os candidatos Toninho (PSOL), Rodrigo Dantas (PSTU) e Frank Svensson (PCB) têm 1% das intenções de voto cada, enquanto os demais concorrentes não pontuaram. Votos brancos e nulos somaram 8%. O número de indecisos atingiu apenas 6%.
Ainda segundo o Soma, caso houvesse segundo turno, Roriz também venceria: teria 47% dos votos contra 39% de Agnelo. A pesquisa foi realizada depois da primeira semana de exibição dos programas eleitorais no rádio e na televisão. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais, e o intervalo de confiança é de 95%.
O índice de rejeição dos candidatos também foi apurado, e, segundo a pesquisa, Roriz aparece em primeiro lugar, com 32% de reprovação. Em segundo aparece Agnelo, com 17%, e em terceiro, Toninho, com 12%. Brandão está em quarto lugar, com 5%, seguido por Svensson, Lins e Dantas, com 4% cada. Ricardo Machado (PCO) registrou rejeição de 3%.
Discrepâncias
A pesquisa do Soma choca-se violentamente com a do Datafolha, divulgada sexta-feira passada – pela qual Roriz teria 41% e Agnelo 35%, com margem de erro de dois pontos percentuais para cima ou para baixo, o que configuraria empate técnico. Neste mesmo dia, outro levantamento, do Instituto Exata, mostrava o petista com 2,8 pontos à frente do ex-governador: 38,2% a 35,4%. No dia seguinte, o Ibope seguiu a mesma linha de coerência do Datafolha, ao afirmar que os dois candidatos ao governo do DF estariam rigorosamente empatados, com 36% cada um.

