A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal consolidou, nesta sexta-feira (20), a manutenção da prisão do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O desfecho ocorreu após o voto do ministro Gilmar Mendes, que acompanhou o relator André Mendonça, ainda que com ressalvas institucionais. Dessa forma, o colegiado alcançou unanimidade no julgamento realizado em plenário virtual.
A maioria já havia sido formada desde a abertura da análise, na última sexta-feira (13), quando os ministros Nunes Marques e Luiz Fux seguiram o entendimento do relator. Entretanto, o posicionamento final de Gilmar foi aguardado por interlocutores do tribunal, que avaliavam a tendência de alinhamento ao voto predominante. O ministro Dias Toffoli declarou-se suspeito por motivos de foro íntimo e não participou.
O julgamento ocorreu de forma virtual e teve conclusão prevista para esta sexta-feira (20), com Gilmar sendo o último integrante da Turma a se manifestar. Com o voto, o placar foi consolidado em 4 a 0 pela manutenção da decisão que determinou a prisão do ex-banqueiro. Ainda assim, o magistrado sinalizou preocupações institucionais ao registrar ressalvas durante a análise do caso.
Subtítulo: transferência e tratativas elevam tensão jurídica
Em meio ao julgamento, Vorcaro foi transferido, na quinta-feira (19), para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A movimentação ocorreu paralelamente a tratativas envolvendo eventual acordo de delação premiada, o que ampliou a atenção sobre o desdobramento do processo. Nesse contexto, o caso segue repercutindo nos bastidores jurídicos e políticos.
Com a decisão consolidada, a Segunda Turma reforça o entendimento do relator e mantém o investigado sob custódia. Enquanto isso, o avanço das investigações e possíveis negociações processuais podem influenciar os próximos capítulos do caso, que continua sob forte acompanhamento institucional.