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Política & Poder

Clima de confronto marca a reta final no DF

Arquivo Geral

03/10/2014 7h35

Durante caminhada no Riacho Fundo II, partidários do candidato a governador Rodrigo Rollemberg (PSB) foram hostilizados e provocados por cabos eleitorais de Agnelo Queiroz (PT). Na mesma rua em que o senador fazia sua campanha, petistas passaram em um carro de som e começaram a xingar o candidato e vaiar quem o seguia. 

“O senador, que hoje é candidato ao GDF, já fumou muita maconha”, diziam os militantes da campanha do atual governador. A Polícia Militar chegou a comparecer para controlar eventual briga. 

Os cabos eleitorais de Rodrigo Rollemberg evitaram confusão e apenas vaiaram o carro de som petista. O candidato do PSB não comentou as provocações e seguiu a caminhada pelo comércio central da cidade normalmente. 

Lá, ouviu as reivindicações dos comerciantes e moradores da região. A principal delas, ressaltou, diz respeito ao transporte público. “Faltam ônibus. Vamos aumentar o número de ônibus aqui, oferecer mobilidade entre o Riacho Fundo II e as outras cidades”, afirmou o candidato. Rollemberg disse também que vai dar continuidade ao programa Morar Bem.

Para dar velocidade

Agnelo Queiroz pediu votos em visita ao Gama Shopping. O governador afirmou que quer continuar no Buriti para dar velocidade ao governo, que segundo ele, “agora está engatilhado”. Agnelo destacou ainda que seu diferencial para os demais candidatos foram as realizações de sua gestão.

Para Agnelo, sua substituição pode interromper os projetos que já estão em curso. “A minha reeleição não é uma questão apenas de querer permanecer no governo e sim porque ninguém sabe mais do que eu do potencial de realização, agora que está tudo engatilhado, com contratos feitos, recursos captados com o Governo Federal e isso não pode se interromper”, declarou Agnelo.

Estímulo aos professores
 
 Tanto Jofran Frejat (PR) quanto Rodrigo Rollemberg (PSB) comprometeram-se ontem com avanços na educação.  Depois de se reunir com auditores e procuradores do DF logo cedo, Frejat seguiu para a Feira dos Importados, onde ouviu representantes da cooperativa que administra o local. Ao sair de lá divulgou nova proposta para o ensino. 
“Aqueles professores que atingirem as meta estabelecida pelo GDF em conjunto com o Conselho de Educação, terão uma remuneração maior, ou seja, um valor agregado ao salário. Com isso, pretendemos estimular os professores, já que, em geral, eles não ganham bem. Então, aqueles que se distinguirem por atingirem metas estabelecidas, poderão ganhar mais”, anunciou Jofran Frejat.
  
“É uma forma de motivar a categoria, com a contrapartida de maior dedicação aos alunos e comprometimento com o ensino”, disse. 
 
Educação integral
 
“A nossa educação integral, com tempo integral de verdade, será para valer. Terá, sempre, o mínimo de sete horas de aula. Vamos reformar as escolas, colocar equipamentos de ciência, de tecnologia. Oferecer cultura e aulas de empreendedorismo”, disse Rollemberg.
 
Troca de alfinetadas
 
1Agnelo Queiroz afirmou que sua expectativa é passar para o segundo turno e disse que oferece um diferencial para os demais candidatos, especialmente Jofran Frejat): “A diferença para os meus adversários é que eu já realizei e eles não. Para o Frejat temos que fazer uma ressalva porque ele já realizou na saúde, no primeiro mandato dele quando foi secretário no tempo da Ditadura, há uns 40 anos atrás, mas depois disso não fez mais nada e já tem muito tempo que ele está fora da política”, afirmou Agnelo
 
2Jofran Frejat  deu o troco em reunião com servidores da auditoria tributária, procuradoria do estado e defensoria pública, em que esteve ao lado da deputada Eliana Pedrosa (PPS). Em uma alfinetada dirigida a Agnelo, prometeu “trazer as obras, tornar o nosso Distrito Federal novamente referência em educação, saúde, segurança”. Frejat prometeu “fazer com que o DF volte a ser um Estado gerador de emprego e renda, que dialoga com a população, que escuta e atua junto ao setor produtivo e que tem em seus servidores públicos a extensão de um governo de qualidade e descência. Não podemos mais aceitar esse título de governador e funcionário público preguiçoso.”
 
  3Frejat defendeu ainda o fortalecimento das carreiras públicas. “Essas são carreiras que sustentam o Estado e que tem como maiores beneficiários o morador das comunidades carentes e as pessoas de baixa renda”, avaliou o candidato.  

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