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Política & Poder

Cleitinho desiste de governo de Minas e abre espaço para candidatura de Aro

A decisão foi tomada após uma reunião com o presidente nacional do partido, Marcos Pereira, em Brasília

Redação Jornal de Brasília

03/08/2026 20h53

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Foto: Pedro França/Agência Senado

Brasília, 3 – O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) anunciou ontem que desistiu de se candidatar a governador de Minas. A decisão foi tomada após uma reunião com o presidente nacional do partido, Marcos Pereira, em Brasília. O senador chorou ao anunciar a decisão.

“Vou me dirigir ao povo mineiro, pedir perdão, porque o momento não está fácil para mim e para minha família. Não adianta eu entrar numa campanha agora do jeito que eu estou. Não adianta eu querer cuidar de vocês se não estou cuidando de mim”, disse Cleitinho, em um vídeo publicado pelo Republicanos nas redes sociais. Matheus Azevedo, irmão mais novo do senador, morreu em 18 de julho. Ele estava em tratamento contra leucemia.

Na gravação, o senador afirmou que tinha o respaldo do partido para se candidatar e que Pereira esperou “o tempo que precisava esperar” para definir se ele seria candidato. “Não estou bem, eu preciso me recuperar”, declarou.

Com a desistência, o ex-secretário da Casa Civil do governo Romeu Zema (Novo-MG) Marcelo Aro (PP-MG) trabalha para conseguir o apoio do PL e do próprio Republicanos para se tornar o palanque do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em Minas. Aro rompeu com o grupo de Zema para articular a própria candidatura ao Executivo mineiro.

DÚVIDA

Dirigentes do PL em Minas viam Cleitinho como a melhor opção para Flávio, mas afirmam que Aro, embora largue com menos votos do que o senador, pode contribuir por ter um grupo político com mais capilaridade e estrutura. Aro foi integrante da “tropa de choque” de Eduardo Cunha (Republicanos-RJ) durante o processo de impeachment de Dilma Rousseff (PT) entre 2015 e 2016.

Desde então, Aro acumulou poder em Minas, formando uma bancada leal de deputados, prefeitos e vereadores. Ele também se dedicou à defesa de pessoas com doenças raras. Uma de suas filhas foi diagnosticada com síndrome de Cornélia de Lange, caracterizada por múltiplas malformações, como atrasos no desenvolvimento psicomotor e alterações cardíacas, musculoesqueléticas e gastrointestinais.

Estadão Conteúdo

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