Bruna Torres
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A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) vive a expectativa de um profundo processo de renovação a partir das eleições de outubro. E não somente porque muitos vão tentar voos maiores, como uma vaga de deputado federal. Na opinião de parlamentares e estudiosos do processo político, a renovação se dará porque, com escândalos como a Caixa de Pandora, os distritais perderam credibilidade ante os eleitores.
Para o deputado distrital Chico Leite (PT), que tenta se manter na Câmara Legislativa, a renovação é sempre importante, principalmente por causa do descontentamento da população com os seguidos escândalos. Mas destaca que a mudança deveria ir além de somente caras novas.
“Não adianta se renovar fulano e sicrano. É preciso ter ideias novas, propostas diferentes. E a população deve tomar cuidado com as velhas condutas com apenas novas roupas”, alerta.
Normalidade
Raimundo Ribeiro (PSDB), outro que busca a reeleição, acredita que a renovação terá índices maiores que nos anos anteriores, mas somente porque vários distritais vão concorrer à Câmara Federal. “Acho que será um índice mais alto, mas ainda dentro da normalidade”, prevê.
A distrital Eliana Pedrosa (DEM) – que também luta pela permanência na Casa – concorda com a observação de Raimundo, de que a renovação será grande porque muitos vão tentar o Congresso. “Temos vários candidatos saindo da Casa para deputado federal. Só por aí dá uma boa renovação”.
Para Rôney Nemer (PMDB), que também corre atrás da continuação na Casa, nestes dois mandatos que teve observou um índice razoável de novas caras a cada eleição. “O eleitor analisa e vê quem responde às suas expectativas. Acredito que, por isso, vai haver uma boa renovação. Oito deputados que se candidataram a federal. Só aí já são 33% do total”.
Com o escândalo da Caixa de Pandora, Rôney explica que alguns candidatos podem ser reeleitos. Mas salienta: depende muito do trabalho que desenvolveram nos quatro anos de mandato. Só assim receberão nova chance, dada pelo cidadão-contribuinte-eleitor.
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