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Política & Poder

Claudio Castro é alvo de buscas pela 2ª vez em operação sobre suspeitas da Refit

A autorização dos mandados é do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Procurado por meio da assessoria, o ex-governador ainda não se manifestou

Redação Jornal de Brasília

14/08/2026 10h23

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

JOSÉ MARQUES
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal pela segunda vez em operação que apura suspeitas relacionadas à refinaria Refit.

A ação é a segunda fase da Operação Sem Refino, e aponta suspeitas sobre a atuação da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Rio pra que fossem concedidas licenças à atividade da Refit contrárias às diretrizes técnicas.

A autorização dos mandados é do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Procurado por meio da assessoria, o ex-governador ainda não se manifestou.

A PF afirma que investiga suspeitas de gestão fraudulenta e temerária, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, evasão de divisas, manipulação de mercado e também crimes contra a ordem econômica envolvendo a comercialização de combustíveis.

“A ação tem por objetivo apurar fraude na concessão de licenças ambientais para a refinaria, à revelia das diretrizes dos órgãos técnicos competentes, além de lavagem de capitais ligada ao esquema criminoso”, diz o órgão.

Além de Castro, também são alvos da operação os ex-secretários Bernardo Rossi (Meio Ambiente), candidato a deputado federal pelo União Brasil, e José Mauro Júnior, ex-secretário de Transformação Digital. A reportagem tenta localizar suas defesas.

Em maio, na primeira fase da operação, Moraes também ordenou busca contra Castro e determinou a prisão de Ricardo Magro, dono da Refit.

Como o empresário vive no exterior, o ministro determinou a inclusão de seu nome na lista vermelha da Interpol. Atualmente, ele é considerado foragido.

À época, ele determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros, além da suspensão das atividades das empresas investigadas.

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