Chávez afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que ele era “muito consciente” e reforçou seu apoio ao desejo da Venezuela de fazer parte do Mercosul, para o qual resta a aprovação dos Congressos de Brasil e Paraguai.
Para o presidente venezuelano, se essa tentativa fracassar significaria “uma vitória do império americano, porque são eles que estão por trás de tudo, fazendo sua jogada”.
Chávez alertou sobre uma campanha para impedir uma aliança entre Brasil e Venezuela, mas afirmou que Lula sabe dessa estratégia, que serviria para “manter a dominação” da América do Sul.
O presidente também comentou as declarações do senador Tião Viana (PT-AC) – que o chamou de louco e disse que Chávez não possuía estatura para ser presidente – e afirmou ter sido vítima de “uma agressão totalmente gratuita”.
“É absolutamente falso que eu tenha ido a Manaus para fazer questionamentos sobre o Governo, o Senado ou o Congresso, nem sobre as instituições do Brasil”, ressaltou.
Além do PT, o chefe da bancada no Congresso do PSDB, Arthur Virgílio, confirmou que vetará no Congresso a entrada da Venezuela no Mercosul.
“Caso dependa do PSDB, a Venezuela de Chávez não terá sua entrada no Mercosul aprovada”, disse Virgílio, acrescentando que o partido fará “o possível e o impossível” para impedi-la.