Principal foco da discórdia entre os candidatos petistas à Câmara Legislativa, Ricardo Vale (PT) é alvo de pelo menos cinco representações por propaganda irregular na Justiça Eleitoral. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral do DF (TRE-DF), ao todo já foram recolhidas 45 toneladas de material eleitoral irregular nas ruas do DF.
São citados nas representações, que ainda tramitam no TRE, os cavaletes sobre os canteiros, com o argumento de que atrapalham o trânsito de pessoas e de veículos.
O advogado Claudismar Zupirolli, que defende o petista, diz que a colocação de cavaletes é livre, “desde que não atrapalhem o trânsito”. Cita recente decisão do ministro do Tribunal Superior Eleitoral, Luiz Fux, em mandado de segurança impetrado pelo candidato a distrital Risomar Carvalho (PT) que questionava portaria do TRE. Para o ministro, a regulamentação deve ser definida apenas pelo TSE. “As cinco representações contra o Ricardo são iguais às que o Ministério Público Eleitoral (MPE) vem ajuizando contra todos os candidatos e tem como objeto propagandas que, a rigor, são regulares”, diz o advogado.
Panfletos
Candidato do PDT ao Senado, Reguffe protocolou representação no TRE-DF contra a distribuição de panfletos difamatórios assinados pela campanha de Geraldo Magela (PT), também candidato ao Senado. “Esse tipo de campanha não contribui em nada para um País melhor e por uma política diferente”, diz.
Desavença tem raízes mais profundas
Ricardo Vale é irmão de Paulo Tadeu conselheiro do Tribunal de Contas do DF e ex-deputado. Por este motivo, é apontado pelos “colegas de partido” como privilegiado pelo PT. Para Vale, não há crise. Para os distritais da base, tem.
Em reunião com os deputados aliados, o governador Agnelo Queiroz ouviu reclamações, quando se reuniu para pedir apoio para a campanha à reeleição. Agnelo se calou quando foi confrontado com material distribuído pelo comitê majoritário, que traz santinho de Vale junto com panfleto do governador.